O resgate do blues passa pela atuação compulsiva e viciante de um guitarrista americano abnegado, mas bem remunerado e apaixonado pelo estúdio. Não bastasse isso, criou uma instituição que dissemina um gênero que se supunha a caminho da extinção.
Ex-garoto prodígio, Joe Bonamassa se aproxima dos 50 anos de idade realizado e como o nome mais importante do blues. Chegou a esse ponto por conta do comportamento workaholic de colocar no mercado um volume tal de lançamentos que impressiona qualquer pessoa. Não consegue sair do estúdio.
Compulsivo e prolífico, faz questão que colocar no mercado anualmente alguma coisa nos streamings, e nas lojas de todo o tipo.
Neste ano, por exemplo, lançou op monumental projeto de celebração dos 100 anos do nascimento do guitarrista B.B. King (1925-2015), com, 32 música com convidados especiais, e um álbum duplo ao vivo com a gravação do show qu fez no ano passado em homenagem aos 30 anos sem o guitarrista irlandês Rory Gallagher.
A ética de trabalho de Bonamassa é bem simples: quanto mais ele trabalha, mais ele ganha dinheiro. É algo estranho, mas faz sentido, como costuma dizer o violeiro Ricardo Vignini, um dos melhores músicos brasileiros da atualidade: “Preciso me manter produtivo e, com música nova sempre, estaria sempre no mercado e valorizado.”
É estranho esse pensamento quando, neste século, há aristas que ficam cinco, seis anos ou mais sem um lançamento de canções de inéditas – nem mesmo uma mísera coletânea.
BNonamassa ignora essa máxima de custos em relação ao estúdio e lançamentos, Além da carreira solo com quase 20 álbuns desde 2000, ele ainda integra o Black Country Communion, banda de hard rock, grupo instrumental Sleep Eazy, o grupo de funk Rock Candy Funk Party e seu trabalho de produção e consultoria de artistas como Eric Gales e Joanne Shaw Taylor.
De forma surpreendente, a postura de Bonamassa acaba influenciando muitos outros artistas a trabalhar mais e produzir mais. A quantidade de gente colocando coisas novas no blues é interessante em 20-26, talvez de forma nunca anes percebida no blues.
Contribui muito para isso a existência do KYBA Institution (Keep the Blues Alive), uma entidade apoiada e encampada pelo guitarrista para fomentar novos talentos e manter a tradição; São famosos os cruzeiros temáticos com centenas de shows nos mares do Caribe e em ginásios lotados por f]as jovens que redescobrem o gênro.
“Há uma renovação de público que me encanta atualmente”, disse Bonamassa em recente entrevista ao site da Classic Rock Magazine. “Quem pensava que o blues está estático se engana. Jovens estão buscando informações e referências, querem saber mais sobre guitarras e baixos e imaginam que podem fazer a diferença. E realmente podem. Essa renovação está mais lenta no rock, mas também acontece.”
Ele saboreia os benefícios da fama e de seu trabalho de alta qualidade, mas não tem medo de parecer pretensioso quando comenta que se sente orgulho por ser um fomentador uma espécie de curados do blues atual.
“É estimulante saber qu minha atividade beneficia bastante gente e mantém o blues no radar das pessoas. Gosto de pensar que podemos criar expectativas a respeito de novos produtos, como ocorria com o garotos ingleses dos anos 60 que speravam semanas pela chefa de marinheiros americanos em navios iu bases militares dos Estados Unidos para ouvir as novidades do blues. Esse cenário me fascina”, comenta o músico saudosista.
Virtuoso e extremamente habilidoso, abraçou o blues depois de uma vivência profunda no eock clássico, que ouviu demais na adolescência. Fã de eric Clapton, Jinny Page e Jeff Beck, além de Jimi Hendrix, homenageou todos no álbum duplo ao vivo “Electric Blues Explosion”, executando hits deles mostrando tias as suas influências.
Com a banda Blacjk Coubrey Cummunion, já são cinco álbuns dedicados ao mais puro hard rock ao lado de Glenn Hughes (baixo e vocais, ex-Deep Purple), Drek Sherinian (ex-Dream Theater) e Jason Boinham (bateria, ex-Sammy Hagar). É a tentativa de manter as raízes roqueiras dentro de um ambiente quase que só dedicado ao blues.
Musicalmente, tem certa predileção para blues épicos, como “MountainTime”, “Broken Record”, “Is It Sage Gome” e outros com longa duração. Seus maiores sucesso são o blues pesado “Ballad of Jon Henry”, “Dust Bowl” e “Sloe Gin”.