David Gilmur, 80 anos: classe, elegância e originalidade na guitarra

David Gilmour (Foto: divulgação)

David Gilmour completou 80 anos está contrariando as suas próprias palavras. Queria ficar em casa e curtir a vida, mas ainda está nos palcos, desta vez ao lado da filha Romany, de 24 anos. O mais recente álbum, “Lucky and Strange”, é o melhor de sua lavra neste século, mas continua ameaçando se aposentar a qualque momento. Estaríamos testemunhando olegítimo fim do eu restou do som do Pink Floyd?

Eterno guitarrista da icônica banda inglesa de rock progressivo, o respeitadíssimo músico fã de jazz e artes plásticas segue sendo uma reserva de qualidade.

Continua um dos raros instrumentistas reconhecíveis imediatamente ao primeiro acorde de sua guitarra e simboliza alguns dos principais momentos da história musical do século XX.

Não bastasse ser gigante com sua banda, é ainda enorme como artista soloe bastante generoso ao fazer parcerias com amigos como os guitarristas Pete Townshend (The Who), Jeff Beck e Brian May (Queen).

A revista norte-americana Rolling Stone o elegeu o 14º melhor guitarrista do mundo, mas, para muitos críticos e músicos, ele está entre os 10 ou até os 5 primeiros.

Sua enorme contribuição ao Pink Floyd e a própria música pop como um todo merece ser lembrada eternamente, já que a banda é uma das mais importantes de todos os tempos.

Ao lado de Roger Waters, outro que já passou pela barreira dos 80 anos, lançou discos fundamentais e, apesar das brigas que os dois tiveram pelos direitos do grupo, ambos carregarão para sempre a imagem da extinta banda.

O som mais recente que colocou nas plataformas digitais, “Scattered”, é uma imensa homenagem ao rock e aos grandes músicos que ainda insistem em fazer arte de qualidade em um mundo soterrado pelo imediatismo, pelo desprezo pelo conhecimento e pelo estímulo ao ódio de todo o tipo. David Gilmour também é resistência.

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