Deep Purple e Black Sabbath ‘descobrem” o Brasil

O rock descobriu o Brasil d forma definitiva em 1991 com a segunda edição do Rock in Rio então os portões do infernoforam escancarados,. Claro que o marco zero e o pontapé quas inicial tinhasido seis anos com o Rockin Rio I, mas foi a partir do segundofestival que o paísentrounocircuitomundial deshows d todos os tipos para valer.

Só que uma coisa intrigava os fã d rock pesado e rock clássico: porque Deep Purple e Black Sabbath, duas bandas importantes em baixa na época, relutavam em desembarcar no Brasil? O vocalista Ian Gillan, do Deep Purple, então fora do grupo, tinha feito show solo no ano anterior m São Paulo, e se surpreendera com a receptividade.

Quando o anúncio do tão esperado shpw ocorreria no Brasil, foi como se fosse o anúncio da chegada de Jesus Cristo. Finalmente o Deep Purple tocaria no Brasil, e com o guitarrista Ritchie Blackore, mas com o vocalista americano Joe Lynn Turner, quenão deixou saudades e gravou apenas um disco, “Slaves and Msters”.

 A para ser uma apresentação, mas outras três foram agendadas para São Paulo, no ginásio do Ibirapuera e no Olympia, na zona oeste. Para os roqueiros paulistanos, era  o evento do ano.

O quinteto redimia toda uma nação quenão tivera a oportunidade de ver ao vivo apropria banda, o Led Zeppelin e oBlack Sabbath, entre outras. “Se soubéssemos o que os brasileiros pensavam de nós e como ansiavam por nossa presença, teríamos vindo antes”, comentou o baixista Roger Glover em entrevista à Folha de S. Paulo. “Os brasileiros amam música e amam o rock.”

A desculpa foi a mesma de todos os que vieram muito tarde: desacerto financeiro e miopia de empresários,. Mick Jagger,dos Rolling Stones, comento várias vezes nos anos “Não temos nada contra o Brasil e a América do Sul. É só nos pagarem que tocamos por lá sem problemas.”

Dos quatro shows, o segundo no Ibirapuera foi o melhor, com a banda mais descontraída e apresentando um apuro técnico. O primeiro no Olympia foi o pior, com os músicos nervosos e Blackmore enfezado. Durou apenas uma hora e sem bis, evidenciando o clima tenso. Ainda assim, foi maravilhoso. Na estreia, no Ibirapuera, problemas técnicos atrasaram a apresentação em duas horas e meia.

A banda gostou tanto do Brasil que, 35 anos depois, rivaliza com o Iron Maiden e Guns N’ Roses como a atração roqueira internacional que mais vezes tocou no Brasil. “Aqui nos sentimos em casa, fazemos shows para grandes plateias e somos muito respeitados”, disse Ian Gillan em 2009, já de volta ao conjunto.

Quase um ano depois, era a vez do Black Sababth fazer o mesmo caminho e estear nos palcos brasileiros. E com uma deferência: a primeira apresentação da turnê mundial que trazia de volta o vocalista Ronnie James Dio (1942-2010) e o baterista Vinnie Appice, a mesma formação do álbum, “Heaven and Hell”. Não poderia ser melhor.

O show no extinto Olympia foi sensacional, com um peso descomunal emanando da guitarra de Tony Iommi e Dio cantando como nunca. . O quarteto estava com vontade de tocar e os paulistanos viram uma performance sem igual. Nem parecia uma banda então decadente que buscava se reencontrar mais una vez.

“A energia foi incrível, Demoramos demais  para tocar n no Brasil”, declarou o baixista Geezer Butler ao final da pequena turnê sul-americana. A passagem contou com uma sessão de fotos inusitada realizada no cemitério da Consolação, em São Paulo, de madrugada. A banda se divertiu bastante naquele ano de 1992 por aqui.Ao contrário do Deep Purple, o Black Sabbath não abriu datas extras e muita gente ficou sem ver o show, por mais que a quantidade de gente que afirma ter estado no Olympia é imensa. Foi uma das apresentações mais memoráveis que São Paulo já presenciou, tão ou mais importante que as de Motorhead e Metallica anos antes

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