Deliciosas memórias do produtor Glyn Johns finalmente chegam ao Brasil


 
O produtor musical mais importante do rock, capaz de rivalizar com George Martin (1926-2016. Beatles) e Phil Specvtor (1939-2021). Não é e exagero dizer que o inglês Glyn Johns é figura fundamental da história do rock porque, de certa forma, ele é a própria história ao participar diretamente e influenciar nos rumos e d carreiras e no cotidiano de artistas do mais alto calibre.

”Ele era praticamente o único produtor capaz de domar Keith Moon”, disse certa vez o guitarrista Pete Tpownshend, de Tje Who. Insano e indisciplinado, o baterista do Who era uma usina de força que precisava de direcionamento, e Johns era uma das pessoas a quem o monstro d percussão ouvia. Essa é uma das explicações para o maravilhoso som de bateria do de “Who’s Next”, o melhor álbum da banda.

Beatles, The Who, Rolling Stones, Bob Dylan, Led Zeppelin, Eagles e mais de 200 outros artistas estão na listra de artistas que contaram com a extrema competência do produtor, dono dde uma coleção fascinante de histórias obre os clientes e sobre a própria evolução do rock.

Johns é um personagem importante e fascinante, e custa a crer que só agora seu livro de memórias tenha ganhado uma edição brasileira. Originalmente lançado em 2014, “Sound Man: Uma Vida Gravando Beatles, Stones e Outras Lendas” chega em ótima edição pela editora Belas Letras.

Em texto enxuto, sem recursos estilísticos , Johns é eficiente ao narrar sua trajetória pelos estúdios e suas técnicas de gravação inovadoras, como a microfonação de bateria montada para captar o som pesado de John Bonham no primeiro álbum do Led Zeppelin, de 1969.

Entretanto, são as histórias saborosas de bastidores que fazem o livro ser uma grande diversão para quem gosta de entender a dinâmica da evolução do rock como arte.

Como produtor, produtor associado ou engenheiro de som, ele colocoua mão emobras das mais cruciais e auxiliou músicos em decisões importantes em suas carreiras. Ficou muito amigo de gente como Eric Clapton, o genial guitarrista inglês, além de ser muito próximo de quase odos os integrantes ds Rolling Stones.

O respeito que adquiriu foi tão grande que Bob Dylan, nos anos 70, o convenceu a consultar os integrantes dos Stones e ex-integrantes dos Beatles para montar um supergrupo. Conseguiu falar pessoalmente cm todos os nove músicos, mas os nãos de Mick Jagger e Paul McCartney, além do desinteresse d John Lennon, abortaram a ideia.

São interessantes as passagens com os Rolling Stones, com quem trabalhou diretamente de 1963 a 1975, e as coisas que testemunhou nos estúdios Twickenham, em janeiro dde 1969, durante as gravações do viria a ser “Let It Be”, dos Beatles.

Contratado para ser o produtor no lugar de GHedorge martin (“Até hoje não entendi o motivo, pois Martin tinha produzido todos os discos da banda”), Johns estemunhou o clima pesado entre os músicos etinha certeza de qe era uma banda em desintegração, como o filme de Michgael Linsay-Hogg, documentairista, registrou.

No fim das contas, o  projeto chamado Get Back” foi arquivado e só veria a luz do dia mais de um ano depois, com o nome “Let It Be”, e pós-produção d Phil Spector, que acrescentou arranjos pomposos e alheios ao projeto original, para ódio de McCartne. Johns nunca recebeu créditos.

Aposentado, o produtor de 84 nos produziu uma obra inestimável para a história da música. É obrigatória para quem se interessa pela história do gênero musical movido por guitarras.

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