Dez anos do Brecit, o alto custo pago pelo rock diante da burrice coletiva


Nos dez anos que marcam a saída do Reino Unido da União Europeia, não há nada a comemorar. O país teve sete primeiros-ministros no período e viu a inflação aumenta r o custo de vida (e de tudo) explodir. Não é só uma questão de arrependimento: os britânicos finalmente admitem o maior erro político e econômico do país em décadas, e tudo chancelado pelo voto popular.
O chamado Brexit foi a primeira grande campanha política em massa baseada em mentiras com sucesso.

Os britânicos burros compraram a versão mentirosa da extrema-direita que os empregos sumiriam tomados por imigrantes negros, indianos e paquistaneses, corroendo a identidade britânica e empobrecendo o país.

Ocorreu o que era esperado: o Reino Unido perdeu renda, viu o êxodo de mão de obra qualificada de estrangeiros e e experimenta um aumento exponencial do custo de vida.

O primeiro setor a ser impactado com a medida foi o entretenimento – o mais atingido por muito tempo. A redução da participação de britânicos em eventos no continente foi brutal, a ponto de bandas e artistas diversos cancelarem totalmente turnês.

Muitas bandas estavam tendo de pagar para tocar na Europa continental, e isso foi de uma hora para outra assim que o Brexit entrou em vigpr.

O primeiro a protestar contra essa mudança de ambiente, curiosamente, foi Roger Daltrey, vocalista de The Who, que votou a favor da saída da União Europeia, em coerência co seu pensamento tosco de dirita. Ele teve de reagendar ao menos duas turnês solo para readequar custos.

Integrantes de bandas indie inglesas reclamaram recentemente que tiveram de tirar dinheiro do bolso para bancar dívidas de turnês pequenas pela Europa, coisa de dez shows.

Uma das musicistas contou a uma rádio que costumava voltar para casa com algum lucro, e que na última turnê teve de pedir dinheiro emprestado para a mãe para cobrir os rombos – coisa de 4 mil libras (R$ 25 mil).

Quem melhor detalhou os problemas do Brexit para o mercado do entretenimento foi Mick Box, guitarrista da veterana banda Uriah Hepp, que está em turnê mundial de despedida.

Em duas entrevistas no ano passado, ele comentou que a vida financeira dos grupos musicais na Inglaterra ficou muito difícil, pois tido ficou mais caro, sem falar em novos custos que surgiram, como os impostos para tudo.

“As passagens de avião ficaram caríssimas d e um dia para o outro. O custo do ônibus triplicou na Europa Ocidental agora há fiscalização da origem todos os equipamentos, com a cobrança de impostos que nem sabíamos que existiam, As bandas novas estão tendo imensas dificuldades para excursionar”, disse o guitarrista.

Com a queda na remuneração, muitas bandas stão reduzindo ou encerrando as atividades, ou limitando sua atuação aos arredores dde suas cidades. E a perspectiva, segundo economistas ingleses, é dde que não haja mudanças significativas nesse cenário nos próximos cinco anos, mesmo com as constantes trocas de governo.

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