Discreto, silencioso e com uma alma iluminada. O guitarrista brasileiro Edu Gomes faz parte de uma casta de músicos que privilegia sentimento e emoções de forma tão pura e elevada que e o instrumento é mais do que a extensão do corpo – é o próprio corpo.
Em 2026 ele celebra duas marcas importantes: 30 anos do início de sua carreira discográfica e a chegada 9às plataformas digitais de sua obra completa, que é composta por 30 álbuns, entre fiscos solo, trabalhos com a Irmandade do Blues. Com o ZFG Mob e e a série “Concerto da Cura”. A média é de um trabalho autoral por ano, um ritmo criativo impressionante.
Conhecido como um dos músicos mais celebrados do blues nacional, atualmente saboreia os bons resultados de seu mais recente trabalho, “Solo”, uma coleção de canções climáticas instrumentais baseadas no jazz e no blues. Com muito feeling e melodias delicadas, é um trabalho de extremo bom gosto.
Nos últimos anos, lançou álbuns versáteis com um viés mais roqueiro, como “Âmago”, “Imo” e “Ventura”. Sua pegada é caracterizada por riffs claros e limpos, regados com solos bem construídos e com arranjos bem detalhados e esculpidos à mão; “A diversidade é uma característica do meu trabalho”, diz o guitarrista. “Um artista pleno na música só existe quando deixa a sua marca em trabalhos autorais, por isso me orgulho de ter uma obra vasta, com 30 álbuns em, 30 anos.”
Ao integrar a Irmandade do Blues, tornou-se um estilista da guitarra na elaboração de estruturas musicais sempre baseadas em riffs diferenciados e diferentes, às vezes surpreendentes.
Esse talento foi exacerbado nos dois discos da banda instrumental ZFG Mob, ao lado do baixista Fabio Zaganin e o baterista Mario Fabbre (atualmente na banda de apoio dos Titãs). É rock instrumental da melhor qualidade, com pitadas generosas d jazz e música brasileira.
Nas redes sociais, o músico promete mais dois trabalhos novos ainda em 2026. Antenado, é um pesquisador de timbres e fuçador de estúdio, daqueles músicos e produtores que descobrem situações e atualizam a cena. O álbum “Ventura” é o maio exemplo em sua íntima relação com timbres inusitados.
“O próximo álbum do ‘Concerto da Cura’ está pronto e devo lançar em breve. Segue na linha meditativa, de reflexão, de valorização do bem-estar, como mantras – mas sem conotação religiosa. É bom retoma a minha parceria com o pianista Adriano Grineberg, amigo de longa data. Meu próximo disco solo sai ainda neste ano e terá a participação de cantores convidados, parceiros de toda uma vida”, anuncia o músico.
Na subestimada música instrumental brasileira, Edu Gomes se destaca como estilista e um nome que está na primeira prateleira e que sustenta o rock em tempos difíceis para o gênero.