Foo Fighters redime um Rock in Rio com cada vez menos rock

Palco Mundo do Rock in Rio – Foto: Divulgação Rock in Rio

Dave Grohl entende como a engrenagem funciona, mas não se rende a ela – não totalmente.  Ao fechar a primeira noite do Rockj in Rio com seus Foo Fighters, tratou de se divertir, e realizou uma grande apresentação. Já era esperado que o show fosse grandioso e de qualidade, já qye a atração tem a estatura de Iron Maiden, Guns N’ Roses, Metaliica e até U2 para encerrar um evento desse tamanho

Talvez sejamos 31 anos de banda e milhares de horas de palco, mas ele e a banda não parecem simular prazer e descontração. Grohl parecia realmente estar gostando de estar ali e ainda vibra ao tocar milésima vez “Learn to Fly” e “Times Like These”, hits aparentemente desgastados pelo tempo. Ver o Foo Fighters no palco e realmente ter a sensação de que, finalmente, tivemos rock and roll no Rock in Rio infestado de atrações pop e DJs.

Foo Fighters se tornaram uma banda clássica que nada lembra a sua origem, o Nirvana, e que prima pela eficiência. Se os álbuns mais recentes perderam o vigor criativo, é no palco que o grupo se realiza. Equilibrando peso e melodia, passeia com facilidade entre o hard rock e as baladas mais tradicionais

A tocante homenagem ao falecido baterista Taylor Hawkins (1972-2022) é um exemplo claro de male habilidade e eficiência, “Aurora” emocionou a plateia e, que adorou o clima de emoção e cantou a canção inteira.

Pelo menos na parte roqueira do festival, cada vez menor e mais encolhida, a organização do festival tem acertado nas escolhas das atrações principais, ainda que repetitiva e sem surpresas. Foo Fighters fez um grande show.

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