Na esteira da violência sonora promovida pelas garotas brasileiras, The Damnnation consegiu algo que precia difícil: ser mais extrema e agressiva do que as concorrentes Crypta e Nervosa, bandas com prestígio internacional e com contratos interessantes com gravadoras renomadas.
No caminho internacionalização, outra banda paulista, a Válvera, um quarteto de thtash metaç/hardcore, mergulha fundo no metal extremo nacional dos anos 90 para deixar ossos dias bem mais pesados e sombrios. É um som mais rústico e cru, mas consegue passar perfeitamente o recado.
The Damnnation é uma iniciativa d guitarrista e vocalista Renata Petrtelli, ex-Sinaya, com longa trajetória no metal extremo nacional. Técnica e versátil, tem uma rara habilidade de conciliar riffs e solos quase simultaneamente, o que confere uma sonoridade distinta à sonoridade, como ocorre em todas as canções do mais recente álbum, o ótimo “Eyes of Despair”, lançado pelai Shinigami Records.
A cena do thrash metal brasileiro ganha mais um capítulo de peso com o lançamento de
O disco mergulha em atmosferas intensas, abordando temas como desespero, medo, injustiça, feminicídio, isolamento e crescimento humano. A sonoridade traz uma pegada mais tradicional do thrash metal, mas sem abrir mão de elementos modernos que reforçam a identidade da banda.
O álbum conta com a participação de nomes relevantes da cena nacional. A faixa “Battlefield”, um grito por liberdade e igualdade, traz a força da vocalista Opus Mortis (Paradise in Flames). Já “Evilness” ganha ainda mais peso com a voz de Daniela Serafim (Invisible Control).
Outro destaque é a balada “Already Dead Inside”, que surpreende com vocais limpos, orquestrações leves e participação de Mayara Puertas, que também colaborou na coprodução vocal do álbum. A formação tem Renata Petrelli (voz e guitarra), Fernanda Lessa (baixo e backing vocals) e Camila Almeida (bateria e backing vocals).

Paulada perto da igreja
O Válver surgiu em Votuporanga,. No interior de São Paulo, há quase 15 anos – é a cidade é um polo importante de música sertaneja na região de São José do Rio Preto, ainda hoje considerada o segundo maior centro disseminador de música sertaneja, atrás d Goiânia (GO). 0
Dos ensaios barulhentos em um porão de prédio da ´prefeitura, pertinho da igreja principal do centro, a banda migrou para São Paulo passando a cantar em inglês. O quarteto deslanchou e engatou turnês nacionais ao lado de outros nomes importantes do metal extremo brasiliuero90.
“Unleashed Fury” é o álbum lançado neste ano e se tornou o melhor da carreira da banda, com uma produção caprichada e canções violentas e pesadas. A participação em festivais grandes de metal em ão paul deu o estofo necessária para que houvesse uma certa maturidade.
Com produção de alto impacto, riffs afiados e letras diretas, o álbum percorre temas como luto, colapso emocional, resistência, identidade, caos urbano, crítica social e a permanência em um mundo cada vez mais hostil e descartável.
A banda se destaca também pelos ótimos jogos vocais entre em forma de pergunta e resposta, em uma iniciativa pouco comum no metal brasileiro. A formação tem Glauber Braga (guitarra e vocais), Rodrigo Torres (guitarra), Gabriel Prado (baixo) e Vitor Bonati (bateria).