Existe, artista que se agarraram a algumas obras e títulos como se fossem a sua última boia de salvação em meio a um oceano tempestuoso. Ocorre geralmente durante bou depois de uma separação/demissão traumática em uma banda importante, sendo o caso mais rumoroso o do Pink Floyd entre 1987 e 197, opondo o baixista Roger Waters e o guitarrista Davi Gilnour – sendo este apoia pelo baterista Nick Maosn.
O personagem que se apropria, amparado na Justiça, de uma obra muito importante do heavy metal desta vez é o cantor norte-americano Geoff Tate, ex-vocalista do Qyeensryche, pioneiro do heavy metal progressivo. É dele o conceito que embasou a obra-prima “Operation: Mindcime”, d 1988, sucesso mundial do grupo e que ganhou uma continuação nos anos 2000.
Tate, fora da banda, fez um acordo extrajudicial depois de brigas com os ex-parceiros. Desistiu de brigar pelos direitos do nome Queensryche quando d separação e aceitou ficar com os direitos da expressão “Operantion: Mindcrime”, que inclusive batiza o nome de sua banda desse 2015. Foi um acordo nos moldes do que permitiu a Roger Waters ficar com os direios de “The Wall” e abrir não do nome Pink Floyd em 1987.
Foram anos de silêncio té que ele ressurgisse agora com “Operation: Mindcrime III” sem medo de que o tempo desgastasse a história de terror, suspense e espionagem tecnológica surgida há 38 anos.
Artista de imensa competência e voz privilegiada, Tate roda o mudo há pelo menos dez anos tocando na íntegra a sua ópera metal, que já contou ao vivo com a cantora brasileira Marilia Zangrandi, que interpretou por um temo a personagem “Sister Mary”.
Desta vez, há outro músico brasileiro envolvido com o cantor americano. O baterista brasileiro Rafael Ferreira , da banda Caravellus, tocou na música “Do You Still Believe?”.
A música também tem participação do John Moyer, baixista do Disturbed. Lançado em maio de 2026, o disco marca o retorno do lendário ex-vocalista do Queensrÿche ao universo de uma das obras conceituais mais importantes da história do heavy metal.
Sobre as gravações, Rafael Ferreira explica: “Quando recebi o convite do Kieran, aceitei prontamente. O Queensrÿche é uma banda que sempre admirei e acompanhei desde a adolescência. Participar de um álbum ligado a um nome tão icônico como Operation: Mindcrime é, definitivamente, um passo muito importante para a minha carreira e também uma grande satisfação pessoal.”
Com a narrativa voltada para temas como manipulação, poder, controle e as consequências da revolução., a terceira parte de “Operation: Mindcrime III” tenta esticar um assunto que parecia encerrado na parte anterior, até pelo desgaste de ter sido concebida quase 20 anos depois do álbum original.
Com 13 faixas, incluindo “The Scene Of The Crime”, “The Answer”, “Vulnerable”, “The Devil’s Breath”, “Power” e “A Monster Like Me”, “Operation: Mindcrime III” reafirma a proposta dramática, pesada e cinematográfica associada ao nome de Geoff Tate. O trabalho conecta passado e presente ao expandir uma mitologia que atravessou gerações de fãs do Queensrÿche e do metal progressivo.
Em entrevista à rádio WRIF, de Detroit, nos Estados Unidos, Tate disse que essa é a última parte da ópera metal iniciada com “Operation: Mindcrime”, clássico lançado originalmente pelo Queensryche em 1988.
Assim como os discos anteriores, “Operation: Mindcrime III” é um álbum conceitual, mas com uma mudança significativa no ponto de vista da narrativa. Desta vez, a história será contada sob a ótica do Dr. X, personagem central e manipulador da trama, responsável por conduzir Nikki ao longo dos eventos dos álbuns anteriores.
De acordo com Geoff Tate, essa abordagem traz um tom mais agressivo e sombrio ao disco. Ele destaca que, enquanto Nikki sempre foi retratado como uma vítima das circunstâncias, o Dr. X apresenta uma visão completamente diferente dos acontecimentos, o que confere novas camadas à história.
Importantíssimo para o Queensryche e para o heavy metal, Operation: Mindcrime”, no entanto, pede em vendas e impacto para o seu sucessor, “Empire, de 1991, que contém o imenso hit “Silient Lucidity”, mas é a tábua e salvação de Geoff Tate, que saiu do grupo em 2020 devido a vários atritos musicais e administrativos. A briga foi tão feia que envolveu agressão física antes de um ensaio para uma apresentação em São Paulo no ano anterior.