Em um dos filmes mis dramáticos ao tratar de arte e autoritarismo, “Os Últimos Rebeldes” (1993), de Thomas Carter, , os dois adolescentes olham desolados quando a capital alemã Berlim tomada pelos nazistas, pouco antes da II Guerra Mundial. Estão diante de mais um clube noturno fechado e destruído.
“O que vamos fazer?”, um deles pergunta desolado. Com raiva, o outro responde: “Dançar e fazer arte. Tocar música alta. Esses canalhas não suportam arte e inteligência.”
Durante o recente período nefasto da presidência do nefasto Jair Bolsonaro, hoje preso por tentativa de golpe Estado, era mais ou menos esse o sentimento de toda a área d cultura e da arte, vilipendiada e atacada por um governo que abominava o conhecimento, a ciência e a inteligência
Não é coincidência que o cinema brasileiro viver a sua maior explosão de criatividade depois de tempos tão duros. “Ainda Estou Aqui”, de Walter Salles, ganhou o Oscar de Melhor Filme Internacional de 2025 e “O Agente Secreto”, de Kléber Mendonça, parece seguir o memso caminho neste ano.
A possibilidade de concorrer a três prêmios no Globo de Ouro, neste domingo, é mais um tapa n a cara dos seres desprezíveis que exaltam a ditadura militar rem de volta. O novo inimigo dessa gente peo ator baiano Wagner Moura, cotado para vencer o prêmio de melhor ator dramático.
Ator de prestígio internacional, é uma das vozes mais fortes da cultura brasileira e um crítico contumaz das políticas de depredação da cultura e da educação no Brasil.
Coube a ele protagonizar outro filme monumental sobre o tenebroso regime militar brasileiro; O qu dirão os dejetos humanos que defendem a ditadura e o fascismo do americano Donald Trump?
Uma eventual vitória de “O Agente Secreto” no Globo d Ouro e a provável indicação para concorrer ao Oscar de Melhor Filme Internacional terão imenso impacto político: colocarão a cultura no centro dos debates eleitorais no Brasil e serrão como poderosa arma para detonar o extremismo criminoso de direita
O simbolismo será ainda mais poderoso do que as vitórias de “Ainda Estou Aqui”: serã pancada definitiva nos detratores da cultura, evidenciando o tamanho e a profundidade da indigência intelectual dessa gente podre.