Contra a escuridão, uma voz; contra as trevas, um rasgo de luz; contra o medo, a poesia e a arte; contra o fascismo, um violão. “Contra o autoritarismo, a poesia; os fascistas odeiam a poesia”, diz o famoso bodão dos anos 60.
Nos tempos duros de avanço d censura e de ideias assustadoras e autoritárias, é esperançoso olhar o sorriso doce, mas forte, da cantora e poeta norte-americana Joan Baez, que está fazendo 85 anos. Uma das primeiras musas de Bob Dylan se transformou em uma das artistas mais significativas e relevantes de nosso tempo.
Mais do que nunca, o mundo precisa da música e do violão de Joan Baez; Contra a escuridão do mundo de Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, atacamos com um violão. Aliás, como escreveu em seu próprio instrumento p ícone folk Woody Guthrie, “essa máquina mata fascistas”.
Por que ainda há resistências em entender e celebrar a importância do ativismo e engajamento da delicada e Joan, moça de sorriso fácil e fala mansa?
Seus melhores discos são os muitos que lançou pelo selo Vanguard. No começo, somente voz e violão. Mais tarde, passou a ser acompanhada por outros músicos e abandonou a sonoridade exclusivamente acústica.
Tem forte ligação com o Brasil por conta de seu interesse pela MPB e por composições do erudito Heitor Villa-Lobos (1887-1959) – chegou a tocar alguns partes das “Bachianas”, do compositor brasileiro.
Entre seus grandes momentos está sua participação no festival de Woodstock, em 1969, grávida e com o marido preso como desertor. Foi um momento sublime da sua longa trajetória – seis décadas em que percorreu o mundo dividindo com suas plateias os sonhos dos quais nunca abriu mão.
Joan Baez faz parte da história da música ocidental e da arte das Américas. A sua própria existência é um ato político impactante – progressista e apoiadora de povo originários do continente, é um dos faróis da liberdade e da democracia.
Sus voz e sua figura continuam estridentes e fundamentalmente necessárias para resistir e combater as desigualdades e injustiças sociais.