Lei contra cotas em SC é o ápice da perversidade e desumanização

Black Pantera (Foto: divulgação)

Na er dos retrocessos sociais e institucionais, a perversidade ganha ainda mais espaço em um país marcado por racismo de todos os tipos, misoginia, feminicídios e opressão suprema sobre moradores da periferia. A polícia mata pobres e inocentes em quantidades obscenas e nem mesmo as câmeras corporais inibem os assassinatos oficiais.

No momento em que a banda mineira de heavy metal/hardcore Blck Pantera lança um incendiáio clipe ao vivo para a necessária música “Fogo Nos Racistas”, a perversidade vem à tona com a nojenta defesa de leis catarinenses que proíbem, universidades públicas do Estado de aplicar as regras de cotas raciais.

As leis restritivas devem cair no STF (Supremo Tribunal Federal) por conta de sua flagrante inconstitucionalidade. O governo de Santa Catarina propôs a Assembleia Legislativa aprovou a possibilidade de que instituições públicas ignorem as leis de cotas sob o argumento de eu feriria a “isonomia para todos os habitantes”, ou seja, que seria um “privilégio” para certos setores da sociedade – como se a desigualdade social abjeta n]ap existisse por  aqui.

A população catarinense não se importa com esse tipo de escândalo social e constitucional. Votou majoritariamente em políticos de extrema-direita que desprezam pobres e negros.

O simples fato de alguém propor uma nojeira de proibir a aplicação de cotas – e, pior, de uma nojeira dessas receber apoio e votos de políticos eleitos pelo povo – já demonstra que tipo de gente preconceituosa d´as caras por lá e como funciona o cotidiano discriminatório nas repartições públicas e nas instituições de ensino.

Não é de hoje que mitos dos mecanismos de redução da desigualdade social e isonomia são atacados em várias partes do Sul do Brasil, que se acha mais “educado|” e “civilizado” por conta de uma ascendência europeia predominante em muitas regiões de lá. É um preconceito racial e econômico que foi acentuado depois que o nefasto Jair Bolsonaro assumiu a Presidência da República em 2019.

O bolsonarismo, que é nojento, fez emergir o racismo, a discriminação e todo tipo de preconceito,  parcela expressiva de paranaenses e catarinenses abraçou esse tio de perversidade, assim como no interior de São Paulo  Alei catarinense que dá a opção de proibir e banir a lei de cotas é o cúmulo da perversidade social, talvez o maior exemplo dos últimos tempos no Brasil de elegia à desumanização em sua forma mais institucional.

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