Melhores do ano de 2025 – Nacional – parte 1

  O ano no rock nacional foi dominado pelo hard rock, metal progressivo e música extrema, com as bandas mandando seus recados de forma contundente. 

+ Naimaculada – “A Cor Mais Próxima do Cinza” – Música moderna, diferentona, com toques retrô e com uma pegada experimental à la King Crimson.  O caldeirão sonoro dos paulistanos da Naimaculada reflete a miscelânea de influências e sons da megalópole do Hemisfério Sul – contradições, caos sonoro, barulho industrial e silêncio ensurdecedor. Um som bem, paulistano, forte e içumnado por uma canção emblemática – “Luz/Sé”. 

+ Kavla – “Intenso”  A arriscada mudança de estilo – power metal em inglês para um hard pop em português – aparentemente de certo e a banda paulistana desperta de um dhato de 15 anos omo um sexteto chamando a atenção desde o primeiro single, “Business”, uma forte crítica à doideira da vida moderna regida pelas redes sociais. É uma banda corajosa que consegue enfiar duelos de guitarras em canções simpkes e em mneio a arrnjos de bom gosto. 

+ Manager Cadáver? – “Como N6ascem os Monstros” – Música extrema pesada e agressiva estremece todos os ambientes por onde passa essa banda de SãoJos-e dos Ca,pos (SP). Depois de 15 anos do primeiro trabalho, o grupo lança o seu melhor álbum, incrementado com influências de heavy metal clássico e outras coisas que casaram bem como o hardcore misturado com death metal, tudo muito brutal para dar suporte a letras engajadas e progressistas. Uma porrada muito forte para ouvidos mais sensíveis. 

+ Maestrock – “Espresso Della Vita: Lunares” – A segunda parte da saga progressiva da banda Maestrick, de São José d Rio Preto )SP), nasceu com estirpe internacional. “Espresso Della Vita: Lunare”, foi lançado pela gravadora italiana Fronteiers e está tendo bom desempenho em mercados europeus. A continuação de “Espresso Della Vita: Solare” é ainda melhor, mais pesado  e tem canções ainda melhores. É um dos melhores álbuns de metal progressivo já lançados no Brasil.

+ Pepe Bueno – “Confissões e Outros Blues” – Legítimo trabalho de rock nacional retrô. A música tem nítidas influências setentista e um sabor bem paulistano no rock. Pepe Bueno é baixista da banda Tomada e tem uma sólida carreira solo apoiada por nomes dos mais importantes da cena da capital paulista. Seu mergulho mais profundo no blues é uma delícia, com temas cotidianos e profundamente pauistas. 

– Ready tô Be Hated – “The Game of Us” – Um dos trabalhos mais impactantes do metal nacional dos últimos anos foi lançado por uma banda que praticamente não existe mais. O supergrupo formado por Thiago Bianchi (vocais, Noturnall), Luis Mariutti (baixo, ex-Angra e Shanab), Fernando Quesada (guitarra, ex-Shaman e Noturnall) e Rodrigo Oliveira (bateria, Korzus) se juntaram para fazer heavy metal tradicional de forma despretensiosa e cometeram um disco intenso e pesado, com canções bem feitas e que têm relação com o que o Angra ffez de bom em seu início. As influências de Iron Maiden são nítidas. Neste momento, apenas Mariutti é o único que permanece no grupo.

+ Fabiano Negri – “The Outlaw’s Journey” – Cantor e multi-instrumentista campineiro cai d cabeça no hard rock no momento em que comemora 30 anos de trajetória no rock nacional.  São canções melódicas que bebem bastante no hard inglês dos anos 70 com guitarras fortes e pesadas. A nova turnê do cantor deste ano será lastreada no mais recente disco e deve render, provavelmente, nova gravação ao vivo. 

+ Eskröta – “Blasfêmea” – Trio paulista de hardcore/thrash metal lança o seu melhor trabalho, com canções fortes e agressivas celebrando o empoderamento feminino e temas de apoio ao mudo LGNTQIA+. A produção é dequd para a agressividade para músicas como “A Bruxa e “Fogo”,  melhor e mais incisiva, além d a expressiva “mantra”, É uma das bandas mais importantes da atualidade. 

+ Malvada – “Malvada” – Os cinco anos de existência da banda paulistana foram comemorados com o segundo álbum que veio mais ambicioso e de olho no mercado externo. A maioria das canções são cantadas em inglês e soa heavy metal moderno em vez do hard rock bluesy em português. Os temas mais ensolarados deram lugar a letra mais melancólicas e densas, em climas mais pesados até agressivos. A banda deu um salto em qualidade.

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