Mergulho no passado faz a mágica de recolocar o Angra no centro das atenções

Amgra na capa da revista Billboard Brasil (Foto: reprdu~]ao)

Destaque em duas capas de revistas importantes no Brasil e na Europa, ainda que revistas sja uma coisa do passado no mundo todo – menos se tiver edição onlibe. O Angra acertou por vias tortas qundoanunciou que ia parar por tempo indeterminado e depois voltou atrás diante de uma certa comoção e demanda por shows nostálgicos.O ex-vocalista Fabio Lione foi certeiro quando justificou a sua saída da banda em dezembro passado: “O Angra olha muit para o passado!” ele se refria ao fato de que a banda fará shows celebrando o álbum “Rebirth” e também “Holy Land” com a presença de ex-membros – inclusive Fabio Lione.

Esse movimento em direção ao passado reavivou o interesse nacional e internacional pelo Angra, que será atração principal do Bangers Open Air, em São Paulo, no final de abril. A banda de heavy metal brasileira foi a primeira do gênero a estampar a capa da Billboard Brasil, em texto muito bom do jornalista Sergio Martins, e também destaque da revista europeia Rock Hard, cravando dez páginas em uma matéria especial sobre do 30 anos de lançamento do disco magnífico “Holy Land”.

Claro que o movimentou gerou polêmica por conta do marketing envolvido em todo o processo, desde a “pegadinha” do hiato até a decisão de chamar ex-integrantes para até então uma única apresentação de reunião e,. depois, a ampliação desses shows de “confraternização”.

O texto també serve de boa apresentação para o show de 23 de setembro de 2026, no lendário Olympia, em Paris. A apresentação será dividida em duas partes: na primeira, o grupo executará “Holy Land” na íntegra; na segunda, fará uma viagem por diferentes momentos de sua discografia, passando por clássicos de álbuns como “Angels Cry”, “Fireworks”, “Rebirth” e “Temple of Shadows”.

Um dos pontos altos da noite será o retorno especial de Kiko Loureiro, que voltará a se apresentar com o Angra justamente em uma ocasião carregada de significado. Sobre a importância desse reencontro, o guitarrista destaca a dimensão simbólica do palco parisiense:

“Hoje, voltar a esse palco histórico com meus irmãos do Angra para celebrar ‘Holy Land’ parece ainda mais significativo. Esse álbum representa um dos capítulos mais importantes da nossa vida musical. Voltar a Paris, em uma cidade que sempre nos recebeu com profundo respeito e entusiasmo, para dividir essas canções novamente, especialmente em uma casa tão emblemática quanto o Olympia, é mais do que um simples show. É uma celebração da história, dos laços e da gratidão.”

O espírito de “Holy Land” também é resumido nas palavras de Rafael Bittencourt, que relembra o momento criativo vivido pela banda durante a concepção do disco: “Era o momento ideal para experimentar, correr riscos e ultrapassar nossos limites. Éramos jovens, inspirados e tínhamos a rara chance de nos dedicar profissionalmente à música enquanto realizávamos o sonho do reconhecimento internacional.” Rafael também recorda a ideia central por trás da obra: “Para expressar quem éramos, tive a ideia de contar a história da descoberta do Brasil, da colonização europeia e do encontro com as culturas africanas e indígenas.”

Além da celebração do passado, o show no Olympia marcará um novo capítulo na história do grupo com a apresentação oficial de Alirio Netto ao público francês como novo vocalista do Angra. Conhecido por seu trabalho no Queen Extravaganza, Alirio chega à banda cercado de expectativa e reverência pela trajetória construída ao longo das décadas.

Em seu depoimento, ele reforça o peso emocional desse momento: “Entrar para o Angra é a realização de um sonho que cultivo desde o início da minha trajetória. É impossível falar dessa história sem mencionar Andre Matos: sua voz e sua sensibilidade ajudaram a definir o som e a alma do Angra e marcaram profundamente toda uma geração de músicos e fãs.”

Alirio também deixa claro o compromisso com esse legado: “Recebo este momento com gratidão e responsabilidade. O legado do Angra sempre merece o melhor em dedicação, comprometimento e autenticidade, e não vou abrir mão disso. Minha intenção é honrar essa história respeitando o passado e me comprometendo com o futuro.”

No palco, ele estará ao lado de Rafael Bittencourt, Felipe Andreoli, Marcelo Barbosa e Bruno Valverde, em uma formação que combina reencontro, renovação e continuidade. Para Felipe, a chegada do novo cantor representa mais um passo importante na evolução da banda:

 “Em 25 anos, o Angra me permitiu dividir o palco com muitos artistas excepcionais, e isso continua com a chegada de Alirio. Ele é, simplesmente, um dos maiores cantores que já vi, e é um verdadeiro prazer tê-lo agora entre nós.” O baixista também ressalta a força artística do novo integrante e o valor do retorno de Kiko:

“Ele encarna a música e a cultura brasileiras ao mesmo tempo em que traz sua própria interpretação teatral, além de uma extensão e uma versatilidade incríveis. E o fato de Kiko, um dos músicos brasileiros mais importantes do nosso tempo e também um grande amigo, se juntar a nós nesses momentos especiais é algo inestimável.”

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