Metal sinfônico brasileiro em alta com as bandas Revengin, Soulwitch, Magnolia e Flowerleaf

Revengin (FOTO: DIVULGAÇÃO)

A banda de heavy metal finlandesa adquiriu u status invejável dentro do rock assim que estourou. Nos anos 90, e passou a ser comparada, guardada as devidas proporções, ao Rush? É uma banda amada com a mesma intensidade que é odiada por causa de sua devoção ao chamado metal sinfônico.

Os teclados característicos de Tuomas Holipainen e os vocais eruditos e operísticos de Tarja Turunen estabeleceram um padrão neste subgênero que passou a ser copiado em todas as partes do mundo. A disseminação de imitadores e cópias se trnou uma praga difícil de conter;

Trina anos depois, o metal sinfônico continua com força revelando alguns bons compositores e canoras de alto calibre nos vocais operísticos. Quatro bandas brasileiras estão se destacando na área no lançamento de seus novos trabalhos.

Os cariocas do Revengin são veteranos no rock nacional e dividem, os vocais masculinos e femininos com bastante competência. É uma dos grupos de metal mais interessantes da atualidade e tem como trunfo a voz angelical e aveludada de Bruna Rocha, extremamente talentosa.

A vocalista Bruna Rocha comentou sobre a experiência: “Foi uma experiência muito especial pra gente. É um programa que tem uma história enorme dentro do rock e do metal no Brasil, então estar ali levando nosso som e nossa identidade foi realmente uma honra. A gente encara cada oportunidade como essa com muita entrega e verdade, e acho que isso ficou bem evidente na nossa performance. Só temos a agradecer à equipe do programa e a todos os envolvidos nesse convite, pela recepção incrível e pelo espaço dado à música pesada nacional. Momentos assim reforçam que estamos no caminho certo e nos motivam ainda mais a seguir evoluindo e levando nossa música cada vez mais longe.”

Formada em 2008 no Rio de Janeiro, a Revengin construiu uma identidade sólida dentro do metal sinfônico, combinando peso, melodias densas e arranjos orquestrais. Com mais de uma década de estrada, o grupo já se apresentou em diversos países da Europa e participou de eventos de grande porte, ampliando sua projeção internacional.

Atualmente, a banda segue divulgando seu mais recente álbum, “Dark Dogma Embrace” (2025), trabalho que evidencia uma sonoridade mais madura e intensa. Esse momento também foi impulsionado por uma recente turnê europeia.

A formação atual conta com Bruna Rocha (vocais), Thiago Contrera (guitarra e vocais guturais), Themys Barros (guitarra), Diego Pirozzi (baixo) e Naciffe Jr. (bateria), músicos que contribuem para uma proposta sonora que transita entre o heavy metal tradicional, o metal extremo e elementos sinfônicos contemporâneos.

A banda curitibana Soulwitch trilha o mesmo caminho, mas sem os vocais masculinos. O instrumental é pesado e os poucos teclados, o que não diminui a força do som do quinteto formado por óyimpd músicos;

Atualmente o grupo está divulgando o single “Beltane’”, que pode ser considerado como uma vitrine do som encorpado da Soulwitch. É um dos destaques do álbum de estreia “Principium” (2024), trabalho que consolidou a identidade do grupo dentro do metal sinfônico.

Maria Silvany, da banda Soulwitch (Foto: divulgação)

Com um som mais próximo de Nigtwish, Anaranthe e Eleine, ganhou projeção também proposta que une peso, elementos orquestrais e uma forte identidade conceitual baseada em espiritualidade, ocultismo, magia e simbolismo.

A sonoridade do grupo também dialoga com nomes como Nightwish, Epica e Evanescence, combinando atmosferas cinematográficas com melodias marcantes e vocais expressivos.

A formação atual conta com Maria Sliviany (vocais), Jack Vanderbrook (teclados), Luan Lopes (guitarra), Sérgio Santos (baixo) e Roberto Wagner (bateria). O grupo aposta em uma sonoridade que combina metal sinfônico e música clássica, com forte apelo atmosférico e abordagem conceitual.

​À frente do projeto, Maria Sliviany também assina todas as letras e a direção artística. Ela conta que “Beltane”, destaque no festival online, traz referências ao tradicional festival pagão Beltane e aborda o amor sob uma perspectiva atemporal e espiritual, alinhada ao conceito de “Principium”.

Magnolia, por sua vez, transita mais próxima do metal tradicional, ainda que os vocais remetam diretamente ao metal sinfônico. Catarinense de Blumenau, foi fevereiro de 2023 e tem seu álbum de estreia, “Melody Of A New Dawn”, recém-lançado.

Joana Guimarães (voz), Leandro Eidt (guitarra), Bill Schepers (baixo) e Auro Gadotti (ex-Hopeless Army e, desde abril de 2026, substituto de William Schepers, que gravou a bateria) investem no metal sinfônico, uma linha musical que vive o desafio de uma aparente estagnação.

Das bandas dessa nova safra. A Mamolia é a que menos se aprofunda nos arranjos sinfônicos, apostando em guitarras de afinação um pouco mais baixa e em timbres modernos que remetem ao Metalcore americano.

Radicada na Europa, a Flowerleaf retorna com seu metal de muito bom gosto e a voz maravilhosa de Vivs Takahashi, um das cantoras mais talentosas surgidas no metal brasileiro. O grupo tem raízes sonoras que passam, obviamente, pelo Nghtwish, mas também pelo metal holandês tão conhecido pelos conjuntos com mulheres nos vocais.

Agora basea na Alemanha, lançou um clipe para a boa música “Dreamerie999 veja em https://www.youtube.com/watch?v=XRslBOry1i0&list=RDXRslBOry1i0&start_radio=1. A música está contida no álbum “ Dreamerie”, que sucede “Dremerie – The Prelude”, de 2024. A formação atual tem os brasileiros Vivs Takahashi (vocais) e Marcelo Kaczorowsky (baixo) eos alemães Luca Schulte-Kellinghaus (guitarra) e Florian Mathes (bateria).

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