Nervosa lança novo álbum e dá aula de empreendedorismo

Nervosa (Foto: divulgação)

Uma executiva vestida de preto, elegante, mas diferente, se prepara para dar uma palestra sobre empreendedorismo e administração em uma unidade paulista do Sesc. Até tem um jeito]ao de estrangeira, mas a mulher loura, formada em administração, tem mesmo é o sotaque da Bragança Paulista natal e não esconde as várias tatuagens.

O tema era empreendedorismo, ma no rock internacional e Prika Amaral, guitarrista , vocalista e líder do quinteto Nervosa, deu uma verdadeira aula de resiliência e de competência ao falar de como consegue levar adiante um empreendimento internacional made in brazil depois de 16 anos de luta e tomos.  Não era esse o objetivo, mas ela se tornou referência no heavy metal mundial quando se fala m gestão de bandas de rock e administração no segmento do entretenimento.

“Quando vejo o desenrolar de nossa trajetória eu me surpreendo como conseguimos ultrapassar uma série de obstáculos, que vão desde a organização de uma estrutura empresarial até as mudanças de formação. Vive de música é bem desafiador em qualquer lugar do mundo e é preciso bastante preparo emocional”, disse Prika na palestra e depois em rápido bate-papo co o Combate Rock. A Nervosa surgiu como um trio de thash metal em 2010 na capital paulista em 2010 com amissão de fazer música extrema e de exaltar o empoderamento feminino. As constantes mudanças de baterista não afetaram o som da banda, mas então vio a pandemia d covid-19 e a quase implosão do grupo.

Sozinha, Prika Amaral arregalou as mangas e ainda em 2020 remontou a Nervosa para lançar o disco e transição “Perpetual Chaos”. Ela era a chefe, mas era a única brasileira entre integrantes da Espanha, Itália e Grécia. Meio qu forçada, a guitarrista internacionalizou a banda e seguiu para morar na Itália.

Hoje a Nervosa tem outra formação, a qu gravou o isco “Jailbreak” e que esteve nas gravações do recém-lançado “Slave Machine”, poderoso álbum de thrash metal que se mostra o mais furioso da banda. Prika e a baterista da banda Gabriela Abud, também brasileira, hoje moram na Grécia, terra de outras duas integrantes, a guitarrista Helena Kotina e a baixista Hell Pyre.

Nervosa (Foto: divulgação)

Novo trabalho

A banda apresenta mais uma rodada de fúria em seu novo disco, “Slave Machine” (Nuclear Blast/Shinigami Records) que mostra a banda brasileira de modern thrash metal soltando suas feras interiores numa velocidade estonteante e com uma ênfase simplesmente formidável.

 Tendo se apresentado nos maiores festivais de metal do mundo — de Wacken ao Hellfest — e deixando uma excelente impressão em fãs e críticos especializados, a Nervosa busca consolidar sua posição como uma das líderes do gênero. Com a guitarrista e fundadora Prika Amaral estabelecida como a vocalista desde o álbum anterior, “Jailbreak” (2023), elas avançam pela cena com a força de um martelo de guerra. Trabalhando novamente com o produtor Martin Furia, as musicistas unem o poder old school a uma modernidade afiada.
 
As doze novas faixas mostram o quinteto explorando seu estilo devastador de forma ainda mais intensa. A faixa de abertura, ‘Impending Doom’, cresce de maneira ameaçadora, usando riffs trovejantes e uma bateria cortante para afirmar a dominância da banda dentro da cena.

A faixa-título acelera instantaneamente e adiciona uma ponte alternativa surpreendente ao refrão já marcante, revelando um lado ligeiramente diferente dessas potências do metal.

Em seguida, ‘Ghost Notes’ desencadeia uma tempestade de riffs pesados, porém facilmente reconhecíveis, impulsionados pela bateria impetuosa e pelos vocais sempre furiosos de Prika Amaral, coroada por um solo de guitarra impressionante.
 
Com ‘Beast Of Burden’, o grupo  mostra seu lado mais áspero, enquanto ‘You Are Not A Hero’ entrega um refrão grandioso, oferecendo a Slave Machine um verdadeiro hino. ‘Hate’ se desenrola com brutalidade crua, e ‘The New Empire’ busca e alcança a destruição com precisão melódica.

‘30 Seconds’ eleva tudo a novos patamares, enquanto ‘Crawl For Your Pride’ combina a crítica social característica da Nervosa  com composições que acertam em cheio. Em ‘Learn Or Repeat’ e ‘The Call’, a banda volta a misturar elementos modernos de groove com vibrações old school, antes de Slave Machine erguer-se uma última vez na sombria e ameaçadora ‘Speak In Fire’.

Compartilhe...