Houve um momento na história americana que o blues representava o oposto de tudo, mais ou menos como o rock faria anos depois. A canções de Robert Johnson (1910-1937), em sua simplicidade ao retratara o cotidiano do sul do país, eram pesadas crônicas sociais que retratavam o cotidiano duro da população negra e pobre.
Com a popularização e barateamento das gravações, os músicos de blues atingiram um público bem maior e ficara populares, especialmente aqueles que migraram para Chicago, que se transformou na capital americana do gênero. Foi lá que surgiu a potência Chess Records.
Sem a icônica gravadora dificilmente teríamos conhecido os nomes amis importantes do blues, como Muddy Waters, John Lee Hooker, Howlin’ Wolf e muitos, muitos outros. Para especialistas, a Chess, em algum momento, tornou-se o centro oi mundo e a base do que nos acostumamos a ouvir no rock.
O blues, assim como o rock, tornou-se música de nicho e perdeu parte d sua relevância, uma continua com peso no mercado e a caba ano revela nomes legais de se ouvir e que fazem reverência ao passado – tudo a ver com a Chess.
A gravadora completa 75 anos de sua fundação e começa a relançar obras importantes de seu catálogo para comemorar, em uma série que vai contemplar os nomes mais importantes do blues d todos os tempos. John Lee Hooker (1917-2001) e Howlin’ Wolf (1910-1976) inauguram a série “Chess Records Acoustic Sounds”.
Chamado de “The Rockin’ Chair Album” (o álbum da cadeira de balanço) devido à imagem de uma cadeira de balanço em sua capa, o disco “Howlin’ Wolf”, de Howlin’ Wolf, é sensacional em vários sentidos.
Este álbum captura a verdadeira sonoridade do “electric blues” com uma coletânea de singles lançados originalmente entre 1957 e 1961. Contando com o talento de nomes fundamentais da gravadora Chess — incluindo Willie Dixon, Hubert Sumlin, Sam Lay e Jimmy Rogers —, o álbum entrega um som poderoso. Entre as faixas de destaque estão “Little Red Rooster”, “Spoonful” e “Back Door Man”, entre outras.
As canções foram remixadas e remasterizadas, ms não perderam a autenticidade e a crueza das interpretações. O trabalho foi feito a partir das fitas analógicas originais e prensadas em vinil de 180 gramas na Quality Record Pressings (QRP). Cada disco vem em uma capa dupla do tipo tip-on, impressa em papel cartão de alta qualidade.
John Lee Hooker atuava em outra vertente. Em meados da década de 1960, a Chess Records lançou uma série de álbuns intitulada “The Real Folk Blues”, reunindo singles das carreiras de alguns de seus maiores artistas.
O álbum “The Real Folk Blues”, diferenciava-se de muitas outras coletâneas por apresentar sessões gravadas especificamente para o selo. Essas gravações lendárias de 1966 capturam a essência de sua sonoridade característica e de sua abordagem do blues. Entre as faixas de destaque estão “One Bourbon, One Scotch, One Beer”, “Stella Mae” e “I’m In The Mood”.
Os próximos capítulos ainda não foram anunciados, mas é de se esperar nova s preciosidades reeditadas com capricho e modernização tecnológica. O tesouro abrigado pela Chess Records é de uma qualidade impossível de ser medida.