Todo mudo sabia que o novo álbum de Paul McCartney seria nostálgico, como indicava o primeiro s9mgle, “Days We Left Behind”, uma linda balada ao violão. Só que o ex-beatle surpreendeu com “The Boys of Dunheon Lane”: mais do eu reminiscências, compôs uma série de crônicas que viraram, um trabalho delicioso.
Aos 84 anos, o músico resolveu homenagear o passado ao condensar quase 70 anos de carreira em canções que perpassam todas as suas fases, como a já citada balada que relembra os momentos mais serenos dos Beatles, nos anos 60.
Longe de ser um epitáfio, p disco é uma coleção de canções genuinamente pop d alto calibre, com arranjos modernos e uma produção que valoriza a voz de Paul, dando-lhe a relevância que sua realeza roqueira exige. É um belo resumão e carreira em fora de músicas inéditas que resgatam toda s suas influências.
Se a preocupação de obrigatoriamente lançar uma obra-prima, Paul McCartney passeou por sua adolescência e e infância resgatando algumas lembranças e boas história, sempre abusando de sua imensa habilidade de tocar guitarra, seu instrumento de origem.
“Lost Horizon” e “Mountain Top” exemplificam, essa tendência, em que uma certa experimentação convive bem com guitarras nervosas e refrões bem construídos, uma das especialidades do ex-beatle. São melodias cortantes e certeiras.
Paul revisita os anos 70 de formas diferentes e bastante características. “Come Inside” ganha ares de pop destes temos, com arranjos modernnhos,, mas estrutura de canção à la “Coming Up”, clássico seu de quase 50 anos. “We Two” é deliciosa e poderia estar no álbum “Band on the Run”. De 1974.
A viagem sonora homenageia os Beatles na simples e singela “Never Know”, co seu riff engenhoso e criativo; Ele tenta ir na mesma direção em “Home to Us”, o seu duto vocal com Ringo Starr, ex-parceiro de Beatle, mas o resultado é desigual. Não é uma música ruim, mas é comum demais e bem abaixo das demais do álbum. Por outro lado, é o principal símbolo do conceito nostálgico que permeia o trabalho de ponta a ponta. É uma canção que faz uma homenagem, aos dois veteranos roqueiros que são responsáveis por tudo o que ouvimos desse sempre.
No comparação com dois trabalhos mais recentes, “Egypt Station”e “ McCartneey III”, “The Boys of Dungepm Lane” é mais simples e menos ambicioso, com letras diretas e duração mais curta. Ataca direto o coração do ouvinte e faz lembrar que a vida é uma dádiva e que precisa apreciada em toda a sua plenitude, como ele demonstra na suave e delicada “Fisrt Star of Night”, que nada mais é do que uma bela celebração da própria vida, em um estilo que poderia estar em qualquer cancioneiro pop norte-americano dos anos 4- do século passado.
Na revisão de sua carreira com generosas doses de nostalgia, Paul McCartney celebra sua obra com uma dignidade emocionante e empolgante; “Momma Gets By”, a bela balada ao piano que encerra o trabalho, é o amior exemplo dessa dignidade.