– O músico brasileiro Rodrigo Mantovani acaba de ser indicado para o prêmio de melhor baixista do ano no International Blues Awards, o maior prêmio do blues nos Estados Unidos. Radicado há anos em Chicago, é integrante da Nick Moss Band, grupo que frequenta bastante o prêmio por conta dos ótimos álbuns que lança. Mantovani é paulista é tocou por nos em dupla com o guitarrista brasiliense Celso Salim, hoje morando na Califórnia, e com o também guitarrista Igor Prado. Sua carreia internacional também inclui colaborações e lançamentos com o guitarrista dinamarquês Big Creek Slim. Para saber mais sobre premiação e votar em Rodrigo Mntovani acesse https://blues.org/blues-music-awards-2/
– O g guitarrista paulista Filippe Dias é uma das atrações do Mauá Blues Festival, importante evento da aprazível cidadezinha de Visconde de Mauá, na divisa entre os estados de Rio Janeiro e Minas Gerais. O festival ocorre no final de semana do dia 30 de maio. Ele ainda toca o melhor de seu blues no dia 21’ de março no Centro Cultural São Pulo ao mesmo tempo em que lança o seu novo curso, “Blues Insights Vol. 2”, com foco no blues acústico.
– A Irmandade do Blues ainda está na ativa com mais de 30 anos na estrada, mas sua trajetória é bem acidentada, com alguns hiatos e poucos lançamentos de canções inéditas. Quem procurava nas plataformas de streaming os álbuns da banda só encontrava o último, “Fronteiras”. Por algum motivo burocrático, os três primeiros trabalhos, gravados no final dos nos 90 e início deste século, estavam indisponíveis nas plataformas de streaming. Não estão mais. “Veneno”, “Good Feelings” e irmandade do Blues ao Vivo” já podem ser acessados e apreciados. Das quatro bandas citadas, a Irmandade era a mais blues rock, com um som mais pesado e apostando mais no cancioneiro em português, como o Blues Etílicos. Seu guitarrista, ótimo Edu Gomes, é um estilista com uma extensa bagagem sonora de influências do rock setentista, enquanto o vocalista e gaitista (e ocasionalmente, na época, guitarrista) Vasco Faé trazia o melhor do blues tradicional americano. Sílvio Alemão, o baixista, era um virtuoso do instrumento e tinha uma solidez impressionante, fazendo uma cozinha com o baterista prodígio Fernando Loia.
– A banda carioca Big Allanbik decidiu se reagrupar depois de anos de hiato e de um encerramento de atividades depois de apenas três álbuns. Foram várias as tentativas de reunião, mas aparentemente foram descartadas depois das mortes do vocalista Ricardo Werther e do tecladista Allan Ghreen.
Os remanescentes resolveram celebrar os 30 anos do emblemático show que colocou o Big Allanbik no mapa do blues de forma definitiva. As gravações até então perdidas foram resgatadas e a banda sentiu que era a hora de voltar aos palcos. Era para ser apenas um show m dezembro, no Rio de Janeiro em dezembro, mas novas datas foram surgindo é bem capaz de uma turnê pelo Sudeste ser marcada. Big Gilspm (guitarra), Beto Werther (bateria) e Ugo Perrotta (baixo) fazem questão de disseminar a empolgação com o projeto. “Big Allanbik Ao Vivo no Ritmo 1995” é um álbum empolgante porque pega a banda no início e com uma energia absurda. Quem resgatou a gravação fez questão de manter a captação direta e crua, com os sons de microfonia e de barulhos da ambiência, uma forma de captar a essência de uma banda com vontade de tocar e de acontecer, fazendo um som de boteco-e tudo isso captado com bastante competência.