Quando o baixista inglês John Entwistle, de The Who, e ra chamado de “Thunderfingres” (dedos de trovão), ele ria e avisava que seu estilo estrondoso servia tanto para marcar o ritmo como para dar uma certa base, ainda que pesada, para as “poer chords (cordas/notas poerosas) da guitarra de Pete Towhshend.
Se Paul McCartney, os Beatles, sempre foi o nome máximo do baixo por conta da fama gigante da banda, foram Entwistle e Jack Bruce (Cream) que elevaram o instrumento protagonista no rock.
No Brasil, p baixo assume o protagonismo com Nando Reis, nos Titãs, e Nelson Britto, (1960-2024), do Golpe de Estado, passando por Canisso (1965-2023), dos Raimundos e Chaene da Gana, do Black Pantera.
Em um movimento bastante interessante, baixistas estão retomando um espaço que precisava ser preenchido em 2026 no rock, no jazz e no blues. São cinco os destaques na atualidade>
– Andria Busic: Vocalista e funddor do Dr. Sin, atualmente em hiato, tornou-se renomado produtor musical e acaba de lançar seu primeiro álbum solo, “Life As It Is”, onde mergulha no power metal em contraposição ao hard rock que caracterizou a sua carreira. É um ótimo trabalho, onde o baixo está no comando das ações como se fosse uma guitarra base, bem ao estilo John Entwistle. Com mais de 40 anos de carreira. É um dos melhores do Brasil atualmente.

– Stefano Moliner – É um estilista do instrumento, transitando pelo jazz, pelo blues, pelo rock progressivo e pela música experimental. Acabou de lançar “Codex Ultra Deum”, um álbum de jazz de vanguarda que incomoda e faz pensar. Veterano d cena paulista, gosta de fraseados limpos e de preencher todos os espaços com notas longas e expressivas.

– Pepe Bueno – Legítimo representante da escola setentista, aquela que valoriza as notas e que dá imenso suporte ao ritmo. Líder d Pepe Bueno & Os Estranhos e integrante da Tomada, lançou um novo projeto, a banda Neblina, que faz um som mais pesado e suingado, equilibrado entre uma psicodelia mais rústica e uma base mais hard rock. Seu trabalho mais expressivo nos últimos anos é “Confissões e Outros Blues”, com Os Estranhos, onde canta e coloca o baixo em primeiro plano alternando base e ritmo com bastante competência.

– Felipe Andreoli – Baixista do Angra se tornou referência internacional muito cedo e artista concorrido a parti do lançamento do primeiro CD solo, Resonance”, trabalho que frequentou muitas listas de melhores do ano. Embora esteja envolvido com a banda Matanza Ritual, é com o Angra que pode expressar sua habilidade e competência no metal progressivo, seja no baixo de quatro ou no de seis cordas – é ótimo compositor e toca guitarra muito bem também. Seu nome é tão forte u foi aprovado de imediato quando foi indicado para substituir temporariamente Billy Sheehan na passagem da banda Sons of Apollopelo Brasil anos atrás.

– Rodrigo Mantovani – Músico brasileiro radicado em Chicago, nos Estados Unidos, é um dos melhores do blues no mundo na atualidade, tanto que concorre como melhor instrumentista n9o mais prestigiado prêmio do gênero, o Blues Music Awards, o Oscar do blues. Deois e trabalhar com Celso Salim, Igor Prado, Big Creek Slim e Bia Marchese (com quem é casado), recebeu um convite para integrar a Nick Moss Band, premiada banda deChicago, onde empresta seu estilo vigoroso de tocar que empurra os artistas para a frente