Mesmo nome, duas bandas diferentes – no caso do Fleetwood Mac, completamente diferentes. São muitos os caso em que os grupo trocam de formação de tal forma que desfiguram completamente as criações originais a ponto de fãs e críticos exigirem a troca de nome.
No caso do Fleetwood M, nunca no rock e no pop as mudanças foram tão grandes a ponto de realmente suscitar a troca de nome, que cairia bem. Não foi o que houve e, mesmo assim, o sucesso foi garantido, quando não muito maior.
Em mais uma reedição comemorativa de álbuns clássicos, coisa mais do que comum neste século, o grupo anglo-americano recoloca no mercado o primeiro disco da segunda fase da banda, qu comemora 50 anos de lançamento.
É a fase pop sofisticada, com a entrada de novos integrantes e de imenso sucesso comercial. “Fleetwood Mac”, de 1975, marca a entrada do então casal americano Lindsay Buckingham e Stevie Nicks, casados na época e que tinham editado dois anos antes um LP pop de grande sucesso e vendagem.
É um álbum importante que já prenunciava o super trabalho que chegaria dois anos depois, “Rumours”, um dos trabalhos que mais venderam na música pop em todos os tempos. A música é requintada, bem elaborada e arranjada, sendo que os ovos integrantes adicionaram, elementos raramente vistos no mundo do rock, como harmonias complexas e melodias bem amis ssociadas ao jazz e à música romântica dos aos 40 e 50.
O Flletwood Mac tinha sido criado na Inglaterra por vfolta de 1967 pelos músicos de blues Peter Green (guitarra), Mick Fleetwood (bateria) e Jon McVie (baixo). Durou três intensos anos fazendo blues da meljhor qualidade até que implodiu em 19780. Dois anos depois, Fleetwood e McVie reativaram o grupo e lentamente o remontaram paa uma formação pop radicada nos Estados Unidos com Buckingham e Nicks, além da tecladista vocalistya Christine Perfect, que se casaria mais tarde com McVie.
Seria injusto dizer que o Fleetwood Mac não tinha pretensões pop antes da adição de Lindsey Buckingham e Stevie Nicks à formação em 1975. Quando eram liderados por Bob Welch, eles frequentemente flertavam com o pop, chegando a gravar a primeira versão da descaradamente suave e sentimental “Sentimental Lady”, que mais tarde se tornaria um dos maiores sucessos do soft rock do final dos anos 70.
Ainda assim, é inegável que o Fleetwood Mac de 1975 representa não apenas o renascimento da banda, mas, na verdade, uma segunda estreia para o grupo — a apresentação de uma banda que dominaria o som do pop mainstream americano e britânico pelos próximos sete anos.
Aliás, em retrospectiva, é impressionante como Buckingham e Nicks, que já haviam gravado juntos como dupla e estavam envolvidos romanticamente no passado, superaram completamente a banda britânica de blues.
Assim que a dupla californiana entrou para a banda, o Fleetwood Mac se transformou em uma banda de pop/rock da Costa Oeste, mudando completamente a identidade do grupo e levando a outra compositora, a tecladista Christine McVie, a seguir um som soft rock semelhante.
Tudo poderia ter sido muito tranquilo se não fosse pelo espírito inquieto e nervoso de Buckingham, cuja insistente faixa de abertura, “Monday Morning”, define o tom para o resto do álbum, bem como para os anos seguintes da carreira do grupo.
Repleta de um refrão melodioso e insistente e uma atmosfera californiana descontraída, a música pouco tem a ver com qualquer coisa que o Fleetwood Mac tivesse feito antes, e é uma brilhante composição pop, simultaneamente urgente e atemporal. Após aquela abertura estrondosa, Buckingham diminui um pouco o ritmo, contribuindo com apenas duas outras músicas — um cover de “Blue Letter”, de Richard Curtis, a segunda melhor faixa animada do álbum, e a faixa de encerramento, “I’m So Afraid” — enquanto o restante do disco é dedicado ao talento astuto de Nicks e McVie, cujos singles “Rhiannon”, “Say You Love Me” e “Over My Head” merecidamente transformaram o álbum em um sucesso estrondoso.
Mas a contribuição de um membro da banda nunca pode ser reduzida às suas próprias faixas, e Buckingham não apenas dá profundidade à produção, como também motiva o restante da banda, particularmente Nicks e McVie, a fazer um ótimo trabalho, não apenas nos singles de sucesso, mas também nas faixas do álbum que conferem profundidade a este disco.
A diversidade não é forçada, fervilhando de ideias inovadoras, todas filtradas por uma sensibilidade acessível, porém sofisticada. Embora Rumours tenha tido mais sucessos e Tusk tenha sido uma obra inspirada de um gênio insano, o Fleetwood Mac criou o modelo para o soft rock californiano do final dos anos 70 e foi o padrão pelo qual todos os outros foram julgados.
Da mesma forma que Tears For Fears representou um perfeito pop sofisticado e acessível na década de 1980, Fleetwood Mac elevou por demais o nível musical na década anterior, em perfeito contraponto com o espírito punk-new wave da Blondie, que fazia da yrgência roqueira sua ferramenta principal para o pop saboroso qu fazia.
“Rumours”, o álbum seguinte, transformou-se em exemplo a ser seguido em termos de composição e produção. A música pop açucarada e brega das emissoras de fFM da époa pouco a pouco foi sumindo nos Estados Unidos porconta da qualidade exigida depois qu canções como “Don’t Stop” tomaram conta da programação.
Depois desses dois álbuns, Fleetwood mac nunca mais atingiu o mesmo patamar de sucesso, por m,ais que bons álbuns tenham, sido lançados. Os divórcios dos dois casais que integravam a banda ajudaram e colocar a banda na beira do abismo nos anos 80 e tudo cv acabou.
Houve algumas idas e vindas nos últimos 40 nos, mas sempre com algum integrante se recusando a fazer parte, o que colocava sempre em dúvida a necessidade e a relevância de uma verdadeira volta da banda.
Christine Perfect morreu à beira dos anos 89 anos tempos atrás e o casal Lindsay Buckingham e Stevie Nicks tinha retomado o contato depois de décadas de mútuo silêncio, o que reacendeu rumores de que os membros vivos dessa segunda formação poderia fazer uma turnê de reunião para uma despedida. Entretanto, não há nada confirmado neste sentido.