O melhor jazz rock da atualidade é de autoria de uma banda preses a completar 60 anos de existência. – e serve de inspiração para um grupo experimenta de rock pesado alemão que tem a missão de manter vivo o cruzamento entre dois gêneros que se entrelaçam desde sempre.
Os britânicos do Soft Machine podem ser considerados os pioneiros verdadeiros do jazz rock antes mesmo de Miles Davis e das abadas seminais como Weather Report e Return to Forever, nomes fundamentais dops anos 780 na música mundial. Já o Long Distance Calling resgatou o rock instrumental de qualidade que sempre foi uma marca no continente.
“Thirteen” é o lançamento do Soft Machine com um canções mais para jazz e com uso desmedido do piano e teclados. ´W um trabalho denso, de fôlego e com muito bom gosto nos arranjos de guitarra, em que os solos são belíssimos e com muito feeling.
`beira dos 60 anos de criação, a banda que teve o australiano Daevd Allen )1038-2015) como fundador, voltou a um passado jazzístico e de muita improvisação, em contraposição ao jazz rock dos anos 70, onde o experimentalismo de músicos como o guitarrista Allan Holdsworth (1946-2017). “Thirtee5n” é um dos ótimos álbuns lançados neste ano.
O rock de Long Distyance Calling é bem mais pesado e o tempero de jazz ajuda a diferenciar o trabalho instigante do grupo. “The Phantom Void” é o mais novo álbum do quarteto alemão que faz um surpreendente sucesso em dois mundos aparentemente inconciliáveis.
No rock, a esfera progressiva os joga para uma seara que inclui Animal as Leaders, Liquid Tension Expeeriment e até Cloudkickers. Esse pessoal louva a espontaneidade e o experimentalismo sem que haja solos extensos.
O pessoa dojazz crê que seja herdeiros de Spyro Gyra,. Weather Report e de tod a tradição instrumental eu envolve o tecladista austríaco Joe Zawinul (1932-2007), a mente por de muitos projetos maravilhosos, entre os quais Weather Report.
Movido a guitarras, “The Phantom Void” agrada porque tem o equilíbrio necessário entre as improvisações e a manutenção segura dos riffs, como no single “A Scret Place”.
É u como se fosse uma trilha sonora que segue uma linha melódica bacana pré-selecionada – esqueça a narração em tom de documentário ou filme de suspense.
O que importa mesmo é a canção climática e tensa que mostra o domínio da técnica instrumental por 9parte dos alemães.
Soft Machine, uma trajetória monumental
Uma banda fundada há sessenta anos, durante a mesma cena emergente do art-rock psicodélico britânico que apresentou ao mundo o Pink Floyd, ainda está lançando novas músicas. “Thirteen”, do Soft Machine, refere-se a este como seu 13º lançamento de estúdio, o terceiro desde que retomaram a produção de discos sob o nome Soft Machine após um hiato de trinta e sete anos.
O último lançamento do Soft Machine havia sido três anos antes; o quarteto de Other Doors ainda contava com dois membros da formação de meados dos anos 70 e um terceiro daquela época participando de duas faixas.
Nesse ínterim, o baterista de longa data John Marshall faleceu e a saída gradual do baixista Roy Babbington foi completa. O guitarrista John Etheridge permanece o último elo com a era clássica, enquanto o tecladista/saxofonista/flautista Theo Travis é o segundo membro com mais tempo de casa, tendo entrado em 2015.
Fred Thelonious Baker (In Cahoots) substituiu Babbington no Other Doors e continua pelo segundo álbum consecutivo. O lugar do saudoso e genial Marshall é preenchido pelo fenômeno israelense da bateria, Asaf Sirkis (Sirkis/Bialas International Quartet), que traz décadas de experiência no mundo do jazz-rock para sua nova banda.
Os integrantes mais novos, como o ex-membro do Gong, Travis, e Sarkis, trazem abordagens inovadoras que impedem a banda de ficar presa a um estilo específico, tanto na execução quanto na composição. Comparando Thirteen com o álbum anterior, Other Doors, percebe-se um afastamento ainda maior do som clássico, que deve ser atribuído, em parte, ao seu membro mais recente.
Etheridge mantém a chama acesa aqui e ali. O homem que substituiu Allan Holdsworth no Soft Machine por sugestão do próprio Holdsworth entrega linhas semelhantes às de Holdsworth em seu extenso solo durante “The Longest Night”.
O órgão de Travis, com sua sonoridade que remete a uma igreja, também torna essa música mais parecida com a antiga banda de Sarkis, The Inner Noise. A explosividade da longa e grandiosa faixa do álbum dá lugar à serenidade de “Disappear”, conduzida pela flauta e pelo piano.
Essa versão atual da banda tem a capacidade de surpreender, fazendo-nos acreditar que eles estão tentando não ser fáceis de definir. “Green Books” tem, de fato, ganchos de rock, mesmo transitando entre dois ritmos. Uma homenagem à antiga herança avant-rock do grupo, “Pens To The Foal Mode” é uma improvisação coletiva construída a partir de um riff de Etheridge. “Seven Hours” mostra a disposição da banda em explorar a improvisação livre, como faziam seus antecessores, mas em seus próprios termos