Os primórdios do Foghat são revisitados em prumorosa caixa de CDs

Uma banda fazendo blues pesado na Inglaterra, unindo o boogie de Status Quo com a fleuma e a vigor do Fleetwood Mac dos primórdios. O Foghat foi uma das encarnações mais originais dos anos 70 e conseguiu sucesso nos Estados Unidos mesmo com seu “sotaque” tipicamente britânico nas vozes e nas guitarras estridentes e com timbres densos.

A banda ainda existe após 66 anos e milhares de formações – o álbum mais recente é Sonic Mojo”, de2023 -, mas o que movimenta mesmo os fãs do conjunto britânico são as constantes reedições dos clássicos LPs e CDs qu fizeram a fama na primeira metade dos anos 70. E novamente temos uma nova visita do mercado a uma deliciosa caixa com o melhor que o Fogat produziu naquele período.

“The Complete Bearsville Recordings 1972-1975” é u, resumo detalhado de uma era em que o blues voltava a frequentar as paradas de sucesso com Free, Faces, Humble Pie, Rolling Stones e até mesmo o DeepPurple. O astral do Foghat era positivo e jovial, mostrando que o blues também podia ser alegre e descontraído.

Neste aspecto, seria compreensível presumir que o Foghat era dos Estados Unidos, a julgar pela forma como dominaram as ondas de rádio americanas.

São produto do mesmo boom do blues britânico do final dos anos 60 que nos deu Free, Fleetwood Mac e Ten Years After. O Foghat foi formado em Londres em 1971, quando “Lonesome” Dave Peverett, do Savoy Brown, na guitarra e vocais, Tony Stevens no baixo e o baterista Roger Earl uniram forças com Rod Price, do Black Cat Bones, na guitarra.

Começando com seu álbum de estreia homônimo produzido por Dave Edmunds (CD1), o Foghat foi rapidamente contratado pela então iniciante gravadora Bearsville Records – casa de artistas como Todd Rundgren e Sparks – em 1972.

Fazendo sua própria versão de “I Just Want to… Make Love to You”, de Willie Dixon, a banda conquistou espaço nas rádios FM americanas, uma ferramenta promocional essencial naqueles tempos distantes, antes da MTV.

Sem perder tempo, a banda lançou um segundo LP homônimo – também conhecido como “Rock & Roll” (CD2) – em 1973, que alcançou o status de disco de ouro. Expandindo um pouco os horizontes em seu terceiro álbum, “Energized” (CD3), lançado em 1974.

Mal tendo tempo de desembalar seus cases de voo desgastados pela estrada, “Rock and Roll Outlaws” (CD4), também de 1974, inclui “Blue Spruce Woman” e “Chateau Lafitte ’59 Boogie”.

O Foghat finalmente alcançou o status de platina em 1975 com o álbum “Fool for the City” (CD5), que vendeu milhões de cópias. Apresentando dois de seus hinos de boogie-rock mais marcantes e empolgantes, a faixa-título e “Slow Ride”, o Foghat levou seu boogie britânico para as massas americanas e venceu.

Exausto pela incessante agenda de turnês que ajudou a tornar a banda um grande sucesso de público em shows de costa a costa, Tony Stevens deixou o grupo em 1974. Seu substituto foi o produtor Nick Jameson, que assumiu o baixo para o álbum e foi o principal responsável por “Slow Ride”.

Nem tudo se resumia à vida na estrada, já que havia uma grande demanda por novos singles do Foghat nas rádios do mundo todo, que foram reunidos em diversas versões mono e estéreo

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