O primeiro nonagenário do rock está dando um show de vigor em sua rotina diária. Bill Wyman, ex-baixista dos Rolling Stones (saiu em 1993) é a prova de que o rock está resiliente e resiliente e em completa forma, da mesma forma que Ringp Starr aos 85, Paul McCartney, aos 83, Mick Jagger e Keith Richards, dos Stones, ambos de 82 (ou quase). Mas op que dizer do nosso Roberto Calos, que iniciou a vida no rock há 70 anos?
O “Rei” completou 85 anos neste fim de semana com um show intenso na cidade natal de Cacheiro do Itapemirim, no Espírito Santo. Com a sa9úde boa, Roberto Carlos dominou o palco como faz há sete décadas. A vitalidade do cantor é impressionante , assim como o repertório, mesmo que esse esteja a anos -luz do rock.
Só que, se tem rock no Brasil, devemos agradecer, em parte, a Roberto Carlos e sua Jovem Guarda, que conseguiram flertar com o gênero e, assim como na Inglaterra e nos Estados Unidos nos anos 60, finalmente mostrar que havia um mercado consumidor jovem no Brasil e qu deveria ser olhado com mais cuidado para gerar receita e lucros.
O jovem, só seria tratado como um consumidor sério e relevante, cm poder de decisão, 20 aos depois, mas foi a Jovem Guarda que abriu as portas, com o incipiente rock brasileiro, para que os jovens no Brasil pudessem ter opção de escutar coisas diferentes e internacionais sem o patrulhamento nojento de uma sociedade conservadora e oprimida por uma ditadura militar asquerosa.
O rock foi uma passagem, rápida na carreira de Roberto Carlos, mas foi marcante o suficiente para torna-lo astro nacional e ídolo juvenil mesmo que estivesse próximo dos 30 anos de idade. Foi a preparação necessária para o artista maduro e românico da década seguinte, os perigosos e dramáticos anos 70 – época da explosão que catapultou o cantor como o maior de todos. Virou o “Rei” e elevou o entretenimento brasileiro a outro patamar. Vida longa ao Rei”.