Rock contra Trump e o autoritarismo nos Estados Unidos e no Brasil


Começou de forma simples, como uma “brincadeira séria” depois que a banda americana Body Count fez a sua última passagem pela Europa no ano passado encerrando um longo hiato ao vivo.

“Rock Against Trump” foi um lema de internet para identificar artistas que fazem protesto contra as políticas anticivilização do governo do presidente americano Donald Trump. Entre os nomes mais importantes desse suposto movimento estão Bruce Springsteen, Tom Morello (ex-Rage Against the Mchine) e Serj Tankian (Sysytem of a Down).

O Body Count é um pojeto de heavy metal do rapper e ato de cinema Ice-T formado por músicos negros e tem um dos discursos antirracistas mais contundentes da história da música pop. O som é muito pesado e virulento, com discurso contundente contra om preconceito e a perseguição contra minorias e imigrantes.

Quem trilha na mesma praia é outra banda americana de rock pesado, o Biohazard, que também serve de fundo musical de protesto contra as ideia autoritárias que dominam a sociedade americana dos tempos trompistas escuros.

“Divides We Fall” é o álbum da banda lançado no ano passado puxado pela pancada “Fuck the System”, que não é uma crítica direta a Trump, mas se adequa perfeitamente aos tempos difíceis em que vivemos. O disco inteiro é uma peça contundente a favor dos direitos humanos e do igualitarismo.

Os holofotes em cima de Tom Morello, que lançou recentemente dois singles de forte teor político e social, jogou novamente luz sobre a obra curta, m seminal, do Rage Against the Machine, possivelmente a banda mais engajada politicamente desde os anos 80. Envolveu-se m diversas causas sociais de cunho esquerdista e progressista misturando rock, hip hop com pitadas de funk. A agressividade dos vocais de Zack de la Rocha e da guitarra lancinante de Morello dão o tom do som que a banda adotou ao longo de sua trajetória. É um dos conjuntos do rock mais relevantes dos últimos anos.

No Brasil, em tempos de nova ameaça autoritário nefasta blsonarista, dois nomes emergem com autoridade e força para protestar e buscar justiça social. O primeiro deles é o onipresente Black Pantera e seu discurso social antirracista – é a melhor banda de rock do Brasil da atualidade.

O novo álbum, “Continental”, reforça a ancestralidade pregada pelo Black Pantera, com mensagems contra o racismo e a redução da desigualdade social e econômica. A recente apresentação no Rock in Rio devastou a plateia reforçou o discurso agressivo de protesto contra o sistema. O trio mineiro negro é cada vez mais necessário.  

Entre os punks, temos o Asfixia Social, de Diadema (ABC Paulista),com 20 anos de carreira e importante trajetória engajada e ativista. Misturando punk e hip hop e forte atuação nas comunidades da zona sul da capital paulista, não impede a contundência política mesmo tendo uma visão mais e positiva e otimista do cotidiano brasileiro. O som é pesado, mas a mensagem é tão importante quanto a om e a música.

A nova geração está representada pelos guarulhenses do Sujeira, uma banda poderosa que mescla thrash metal, hardcore e rap em discurso muito agressivo e violento. Dá para dizer que a virulência tem fortes elemento de Biohazard e Body Count.

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