O astro do cinema Johnny Depp (“Piratas do Caribe” e “Edward Mãos de Tesoura”) entrou para a história do rock por ter convencido o guitarrista inglês Jeff Beck 0(1944-2023) a aceita-lo como parceiro naquele que ria o último trabalho do britânico. Não ficou lá essas, mas ainda assim é histórico.
Guitarrista esforçado e cantor sofrível, Depp é amigo de estrelas de rock de alto calibre e convenceu algumas delas a participar de seu hobby roqueiro, a banda de hard rock Hollywood Vampires, que tem Alice Cooper como vocalista e Joe Perry (Aerosmith) como guitarrista.
A banda acaba de lançar um disco ao vivo eo primeiro single é uma competente versão de “Heroes”, de David Bowie, cantada por Johnny Depp. Se descontarmos os maneirismos e exageros, o astro das telas não decepciona e deixa claro que adoraria ter sido um rock star em vez de ator. Dá até para relevar as músicas ruins que lançou ao lado de Jeff Beck. Outro astro de cinema e TV que reaparece na música é David Duchovny, da série “Arquivo X”. Veterano da cena country, acaba de lançar o álbum “Prince of Pieces”, com canções autorais que vão do pop à country music, passando por folk que esbarra no rock.
Duchovny canta direito, dentro de suas limitações. Mas s canções não ajudam. São fracas, comuns e nenhuma se destaca. Te000nta se mostra um bardo, mas lhe falta carisma para acrescentar algo diferente das interpretações que fez.
Quem se deu melhor neste aspecto foi outro veterano, Kiefer Sutherland (“24 Horas”, “Sucessor Designado”), que comemora seus 60 anos com um álbum bom e bonito, “Grey”, lançado há alguns meses.
Mis experiente que Duchovny na música, o “Jack Bauer que salva o mundo de terroristas” é um cantor delicado, que não inventa; Apista .na suavidade e em canções que estão mais para o folk do que para a sua amada country music.
Com belos arranjos de piano e guitarra semiacústica, Sutherland vai muito bem em cações como “American Farmer” e “Starlight”, abordando temas mais engajados em termos sociais, sempre baseado em uma sonoridade vintage – ou seja, a produção não inventa e busca o som dos anos 70, um dos auges do mundo country americano.
Kiefer Sutherland é um músico talentoso, mais ainda na comparação com que brilham ou brilhara no cinema. “Grey” é um disco que merec ser ouvido com atenção e apreciado por suas qualidades – esquecendo, é claro, que quem canta é Sutherland, e não Jack Bauer.