Com a situação geopolítica mundial instável por causa das covardes agressões americanas e israelenses ao Irã, o rock do Oriente Médio ganhou uma inusitada relevância nos últimos 30 a por causa da guerra. 9
s israelenses do Melechesh lançaram o EP “Sentinel of Shamash”, mas sofrem pesadas críticas internacionais por conta do silêncio em relação às ações militares do país que matam civis no Irã e no Líbano. O EP é bom e traz um thrash netal moderno e agressivo, mas qualquer análise fica prejudicada por causa do contexto de guerra e genocídio que envolve Israel.
A banda Confgess, do Irã, a principal do metal no país, voltou aos holofotes por conta da guerra. Com dificuldades para fazer a sua arte por causa da perseguição política e religiosas perpetrada pelo governo iraniano, o grupo pena para conseguir existir.
Anos atrás, dois de seus integrantes foram conde `prisão por desrespeitar leis islâmicas fundamentalistas e correram o risco de morte. O Irã é uma ditadura teocrática ´fundamentalista muçulmana xiita desde 1979. Como toda ditadura, é um lixo, e é muito pior por ser uma ditadur0a religiosa. Desde 2022, o governo já matou entre 10 mil e 30 mil pessoas em variados protestos contra a violência do regime a crise econômica severa.
Diante deste contexto terrível, a Confess sofre muito com dilemas que afetam todos os artistas iranianos em geral como existir e fazer arte conciliando a oposição a um regime medieval e repressor e o nacionalismo diante de uma agressão externa mortal e injustificável? Aparentemente, a banda não solucionou esse problem.
Na Turquia, asa bandas de rock t}em se sobressaído em tempos duros em que o regime autocrata travestido de democracia avança para tolher as liberdades civis e democráticas. Assim como no Irã, o rock não é bem visto no país, mas ainda pode existir com certa liberdade e possibilidades de críticas políticas e sociais.
Os nomes que estão em alta fazendo rock pesdo e agressivo são os veteranos Pentagram (Mezalbuk) e Düman, que fazem som pesado e agressivo com letras sarcásticas e com huymor negro. Por conta dos tempos políticos nebulosos e da perseguição velad do regime de Rcep Erdogan, o presidente autocrata, há receio em mexer em certos vespeiros,. Como a questão palestina e as tensões com o povo curdo, espalhado por Turquia, Síria, Iraque e Irã.
Sendo assim, sobrea falar do Myrath, que deixamos para o final, que é o principal nome do rock tipo world music que vem do Oriente. É uma banda de origem, árabe com mais de 20 anos de existência e que agrega com muita competência elementos orientais em seu metal progressivo. Mesmo associada ao mundo árabe, não é do Oriente Médio, mas sim da Tunísia, no norte da Áfr
O quinteto acaba de lançar o ótimo álbum, “Wilderness of Mirrors”, o seu melhor trabalho em uma discografia quase irrepreensível. A sonoridade ficou mais refinada incrementando influências de Dream Theater, Angra, Syphony X e até ecos de Threshold e Arena9.
É um metal com cara moderna e diversificada, esbanjando bom gosto em arranjos sofisticados e passagens bem construídas. A abertura, com “The Funeral”, é poderosa e coloca a banda em alta conta com seu riff contagiante.
A presença da cantora Elize Ryd em várias músicas é um acerto, em duetos muito legas e que dão um tom de power metal ao metal progressivo bem feito. Puros destaques s]ao The Clown” e “Stillt he Dawn Will Come”. A formação tem Zaher Zorgati (vocais), Malek Ben Abia (guitarrasa), Kevin Codfert (teclados), Anis Jouini (baixo) e Morgan Berthet (bateria).