Elas sempre estiveram aqui e ali, ms um manto de invisibilidade insistia em deixá0las em segundo . plano. Foi preciso uma pandemia mortal para que o mundo mudasse e as guitarras dela ganhassem protagonismo em um cenário ainda amplamnte tomadompelo homens
Cinco mulheres brasileiras estão fazendo sucesso nacional e internacional tocando de forma diferente e com certa originalidade. Elas frequenta assiduamente as páginas do Combate Rock imprimem um olhar diverso ao panorama musical do rock atual.
Elas não se consideram desbravadoras e procuram fugir de rótulos e da dicotomia da dicotomia da guerra dos sexos. “A músic guitarra não têm sexo. Somos músicos e musicistas fazendo o nosso trabalho. Que bom que as coisas hje estão melhores”, disse certa vez a baixista Fernnda Lira, da banda de metal Crypta.
Houve um tempo em que instrumentistas como Lita Ford e Joan Jett, as guitarristas das Runaways, causavam espanto – e innveja masculina – lá nos anos 70 e 80, assim como a baixista e cantora Suzi Quatro intimidava por sua técnica.
As barreiras continuaram sendo rompidas com meninas como Jennfer Battem, Rhonda Sm,ith, Tal Wilkenfeld, Gail Ann Dorsey, Sophie Lloyd, Nota Strauss, Gretchen Menn, Danielle Nicole, Anni Piper, Samantha Smith, Joanne Shawn Taylor, Ally Venablem Laura Cox, Ana Popovic…
Neste ano de 2025, a brasileiras voaram e fizeram bonito. Aqui vai um panorama rápido sobre os trabalhos mais recentes de Helen a Nagagata, Jessica Falchi, Lari Barilio, Larissa Liveir, Tatiana Pará e Julia lage.
– A carioca Helena Nagagata está divulgando seu primeiro trabalho, “Starlust”, um EP com três música que impressiona pela qualidade dos temas e pela versatilidade demonstrada na construção de riffs e nos solos criativos. É uma prévia do álbum que está sendo composto.
Helena é jovem, mas tem uma experiência robusta dentro do rock nacional. Integrou a banda de death metal Sinaya, formada só por mulheres, e chamou a atenção de gente importante pela técnica e pelo feeling mesmo fazendo muita extrema.

A pandeia de covid-19 paralisou tudo em 2020 e o álbum da Sinaya ficou na gaveta, sem previsão de lançamento. Apenas três singles surgiram, dois com a assinatura de helena, mas então seus caminhos se cruzaram com os dos irmãos Hugo e Luís Mariutti, que tocaram com Angra, Shaman e Viper. As colaborações virtuais com eles renderam um convite para participar em tempo integral do projeto Shamangra, que reúne ex-integrantes do Shaman e do Angra em um tributo cheio de convidados.
Com formação universitária em música, também é pesquisador e substitui temporariamente Jessica Falchi na banda Crypta, de death metal.
Doutoranda e Mestre em Música pela UFRJ (Universidade Federal Rio de Janeiro), Helena Nagagata foi citada três vezes na revista americana Guitar World, com destaque especial em uma lista de “30 Heroínas da Guitarra” ao lado de outros grandes nomes do instrumento.
– Jessica Falchi saiu do interior de São Paulo para trabalhar com o baterista Aquiles Priester e logo foi convocada para ser a guitarrista solo da Crypta substituindo a holandesa Sonia “Anuubis” Nusselder.
Ela quase não viu o tempo passar nos dois no em que tocou metal extremo no quarteto paulistano de death metal. Ela anunciou a sua saída no começo de 2025 para investir na carreira
Já lançou dois singles com influências claras de Joe Satriani, Steve Vai e John Petrucci (Dream Theater”, além de ecos do trabalho monumental de Kiko Loureiro (ex-Angra e Megadeth). Seu primeio EP está programado para o começo de 2026.

– Lari Basilio está radicada há mais de 15 anos nos Estados Unidos e passeia com muita habilidade e facilidade do jazz ao rock pesado, incorporando influências de gente como Joe Satriani e Steve vai, para ficar nos mais evidentes.
Ela é uma estilista enaltece a sofisticação de sua técnica. Para ela, tocar em alto gabarito parecer muito fácil, como demonstra em seu novo álbum, “Redemption”.
A faixa-título é de uma sutileza e elegância inacreditáveis, quebrando paradigmas e explorando áreas surpreendentes dentro da mesma canção. Consegue ser pop e cessível ao mesmo tempo em que realça a sofisticação de sua arte. A canção é linda e soa como se fosse uma suprema homenagem a Jeff Beck, morto em 2023.

Se em “Your Love”, o álbum anterior, a moça parecia estar em busca de seus caminhos, por mais que o trabalho fosse excelente, em “Redemption” ela avança com louvor. “The Way Home”, a imponente faixa de abertura, é um show de técnica e bom gosto em uma peça de rock pesado que escancara todas as suas influências.
“Seasons” é jazz puro com a adição de pitadas de técnicas roqueiras – tem um Eddie Van Halen aqui, tem Satriiani ali, com fraseados que também remetem a Pat Metheny, Há muito bom gosto jazzístico ainda nas esplendorosas “Bliss”, “Seven” e “Forever”.
Com carreira internacional consolidada, Basilio lança o seu melhor trabalho e se credencia para estar entre as melhores instrumentistas dos Estados Unidos.
– Outra guitarrista paulista, Tatiana Pará, inauguru sua temporada nos Estados Unidos com u single que estará em seu segundo álbum solo
“Back to You” é um blues com toques de jazz em uma estrutura delicada, mas que transborda intensidade, bem ao estilo do homenageado, o inglês morria Jeff Beck, que morreu aos 78 anos em janeiro de 2023. Foi uma de suas grandes influências.
“Tocar guitarra é poderoso porque não tem limite. É também uma homenagem a um dos meus guitarristas favoritos, Jeff Beck, que unia melodia e expressão de maneira bela e única, e a quem dedico esse álbum”, disse Tatiana à revista digital Guitar Load.
“Back to You” também será o nome do álbum que chega às plataformas de streaming no próximo dia 17 de janeiro. A faixa “Back to You”, por sua vez, tem a participação de Travis Carlton (filho de Larry Carlton, que toca na Steve Gadd Band) no baixo e James Wollam (Tears for Fears) na bateria.
O álbum “Back to You” terá oito faixas e foi gravado em Los Angeles (EUA) e Vancouver (Canadá). A mixagem e masterização ficaram a cargo de John Paterno, que já trabalhou com Robben Ford, Michael Landau e Warren Haynes (Gov’t Mule).
Na nova fase, Tatiana Pará pretende explorar todas as vertentes do blues, expandindo as possibilidades já registradas no primeiro trabalho, “My Moods”, de 2016, que contou com a participação do icônico guitarrista Scott Henderson.
Com uma técnica i pressionante e um feeling estupendo, a guitarrista deixa o rock um pouco de lado e mergulha nos fraseados de origem jazzística, com uma abordagem harmônica que recupera um pouco do que de melhor Jeff Beck imprimiu em sua fase instrumental d segunda metade dos anos 70. Seu segundo álbum promete ser um dos grandes álbuns do ano.
– A responsabilidade era grande: abrir o Best of Blues 025 no Auditório do Ibirapuera, em São Paulo, mesmo pouco conhecida e sem ter um trabalho autoral lançado. E ainda por cima fazendo rock instrumental. Era preciso coragem, e a moça acanhada se soltou no palco e arrebatou o público.
A “mineira” Larissa Liveir incorporou vários dos grandes nomes da guitarra e fez uma bonita homenagem ao gênero musical que não anda muito prestigiado.
Saiu consagrada debaixo de muitos elogios e suscitou uma febre nas redes sociais de plataformas digitais de gente querendo conhece-la e em busca de seu trabalho;
Ao 23 anos, Larissa Liveir acaba de alcançar um marco inédito em sua carreira — e na história da música brasileira. A jovem guitarrista foi anunciada como a primeira mulher instrumentista do Brasil a integrar o time global de artistas exclusivos da Gibson, marca lendária que há mais de um século é referência no universo do Rock, Blues e Heavy Metal.
Com mais de 5 milhões de seguidores e 500 milhões de visualizações em suas plataformas, Larissa construiu sua trajetória de forma independente, reu
Natural do Rio de Janeiro, mas criada no interior de Minas Gerais, ela começou a tocar ainda na infância, movida pela curiosidade e pela paixão por jogos como Guitar Hero. Durante a pandemia, seus vídeos gravados em casa viralizaram, transformando uma jovem autodidata em uma das guitarristas mais influentes da nova geração.
O convite da Gibson surgiu após uma série de contatos e uma jornada que envolveu desafios pessoais e profissionais — entre eles, conquistar o visto americano e viajar sozinha pela primeira vez para os Estados Unidos. Em Miami, Larissa gravou nos estúdios da Gibson e formalizou o contrato de exclusividade.
– Julia Lage é mais uma paulista deste seleto grupo e a única a se dedicar ao baixo e a não aderir à mús9ca instrumental – ao menos por enquanto.
Conhecid por sua atuação por anos na banda barra da Saia, que fzia música regional e forró no Brasil, partiu para os Estados Unidos em 2011 quando se casou com o guitarrista americano Richie Kotzen,
Além da carreira solo, mantém o projeto Sister Knot, de pop rock, e toca na banda de hard rock Vixen, uma das pioneiras a fazer rock pesado, nos anos 80, formada só por mulheres.
Se não bastasse a agenda lotada, ainda foi recrutada pelo marido para tocar no Smith/Ktzen, a parceria hard rock entre Richie Kotzen e o guitarrista Adrian Smith, do Iron maiden. Julia Lage é uma das baixistas mais respeitadas da cena roqueira da Califórnia.