Rock norueguês comprova que eles são craques também na música

Dimmu Borgir (Foto: divulgação)

Uma música pop pré-fabricada que lembrava os Monkees, com um nome esdrúxulo – e que precisou sair de sua terra natal para fazer suesso na Inglaterra.

O enredo é comum a muitos artistas de fora do eixo anglo-saxão, e foi assim que o grupo pop A-há estourou por volta de 1984 com a canção bobinha “Take on Me”, famosa por usar computação gráfica e desenhos feitos a mão antes da música “Brothers in Armas”, de Dire Straits.

Até hoje o nome musical internacional mais famoso da música pop da Noruega, o S-hs tinha uma peculiaridade: seus integrantes se odiavam desde os primeiros dias de sucesso internacional e nunca esconderam isso. Morten Harket era o vocalista com pinta de ator de cinema e vivia as turras com os multi-instrumentistas Pal Waaktar e Mags. Emplacaram ainda dois grandes sucessos planetários nos anos 90, “Hunting High and Love” e “Stay on thrsr Roada”.

A cena roqueira norueguesa ficou famosa, infelizmente, por conta sombria história de radicalismo e violência no metal extremo, com direito a assassinatos e incêndios criminosos de igrrejas cristãs, mas o rock no país sempre foi muito forte, indo além de A-há e Kari Rueslatten, famosa cantora de pop rock dos anos 8Jorn Lande 0 e 90.

Jorn Lande é um nome veterano muito respeitado na Europa e rapidamente superou as críticas no início de carreira se der um imitador de David Coverdale, ex-Whitesnake.

Com passagens pelas bandas Ark, Millennium e Masterplan, além de Company of Snakews, construiu uma interessante carreira solo voltada para o hard rock.

Celeiro de nomes importantes do metal progressivo, a Noruega produz bandas referências no gênero, como o Green Carnation, que voltou à ativa em 2024 depois de 15 anos sem lançamentos inéditos. Com uma sonoridade única e instigante, tem nas guitarras inventivas são seus pontos fortes.

Foto: divulgação/reprodução

O Magic Pie é mais progressivo do metal, bebendo nas águas inspiradoras do prog inglês e faz uma fusão competente de arranjos grandiosos e linhas de guitarra pesadas à la anos 70.

Outra banda veterana que merece destaque é a Conception, do vocalista Roy Khan, que costuma colaborar com artistas brasileiros de metal. O som é mais melódico, quase power metal embalado em um contornos progressivos.

Da cena atual a banda mais instigante é o Lepprous, que disputa com a inglesa Kaken e a sueca Soen o posto de mais vanguardista da Europa entre os novos nomes do metal progressivo.

Não é um som fácil de digerir, ma a mistura dde King Crimson e Symphony X tem dado bonms resultados.

O Circus Maximus trafega na área de Dream Theater e Queensrych, com vocais potentes e riffs pesados e muito progressivos. As canções são dinâmicas e costumam conter variações quase impossíveis de tão incompreensíveis.

Inacreditáveis são as canções do Shining, que mistura metal extremo com jazz, incluindo o saxofone que dá um diferencial bacana. Com um Bizo muito estrondoso e guitarras pesadíssimas, tem como seu principal trabalho “Blackjazz”, que quase ensejou a criação de um subgênero sombrio para o jazz. Não confunda com uma banda homônima sueca de black metal.

A banda de rock/metal mais bem-sucedida da Noruega continua sendo o Dimmu Borgir, de black metal, que sempre se orgulhou da proeza de tocar nas emissoras de rádio do país, e não só naquelas segmentadas de rock. É tão grande na Europa que costuma esgotar ingressos com meses de antecedência. O som é suiperpesado, assim como os temas de suas letras.

Enslaved e Pagan’s Mind marcaram época na pri,eira década deste século. Mas perderam fôlego no meio do caminho dentro do metal escandinavo, assim como Turbonegro e a cantora Issa na seara do hard rcok, mas vale a audição de alguns de seus primeiros trabalhos.

No black metal mais radical que envolveu violência e mortes no início dos anos 90, destacam-se Burzum e Mayhem, mas parte dos músicos daquela sena aderiu a movimentos políticos de extrema-direita de viés fascista e nacionalista, o que acelerou a decadência dos artistas – muitos deles.

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