Dias obras importantes do thrash metal californiano acabam de ser relançadas com tratamento nobre e nova roupagem de som em celebração a 40 anos de música pesada que marcou a década dos anos 80 do século passado. O Testament relançou “Ptactice What You Prech” e o Slayer, “Hell Awaits”.
O Slayer se tornou um dos amados e odiados grupos de heavy metal ao aliar violência e blasfêmia em, canções icônicas que marcaram uma geração. Antes do quarteto, considerava-se o Motorhead a banda mais agressiva e violenta e Venom, a mais blasfema. Os californianos quebraram essa mística.
“Hell Awaits”, o EP e 1986, representou uma espécie de abertura definitiva dos portões do inferno no rock ao mostrar uma sonoridade suja e violenta de uma forma nunca antes vista. A agressividade era tanta que assustava até mesmo os integrantes do Slayer.
A versão de 40 anos do EP tra as sete músicas remixadas e remasterizadas – mas sem que haja perda de violência ou agressividade – e um CD adicional com o registro de um show realizado em Bochum, na Alemanha, em 1985.
A tempestade sonora é devastadora e inaugurou a era de consolidação do que se convencionou chamar de “heavy metal extremo”, em que muita gente n]ao sabia como classificar o Slayer? Era thrash metal o já avançava para o death metal, que logo conquistaria a Escandinávia?
“Hell Awaits” faz a dobradinha com o álbum “Rigm in Blood” como a coisa mais pesada que se ouviu nos anos 80 em termos de rock. Era a parte mais sombria de uma juventude que rechaçava o idílico mundo pop que predominava na época.
O Testament, que estava em ascensão em 1989, vinha de um período turbulento e de mudanças na formação, mas “Practice What You Preach” foi o fator de estabilização da trajetória d banda , por mais que hoje o disco possa soar não tão agressivo qutpo soou na época.
O álbum foi remasterizado e remixado, mas sem material adicional. Mostra vigor e uma dupla de guitarras bastante afiada, om duelos incandescentes e muita agressividade.
A versão “Practice What You Preach foi remasterizada por Justin Shturtz na Sterling Sound. O lançamento está disponível em formato digital e em vinil 180g (edição Yellow and Orange Swirl com Black Splatter, limitada a 1250 cópias no mundo). A edição conta com uma arte de capa inédita de Bill Benson (criador da arte original), um livreto de 20 páginas com fotos raras e documentos do arquivo pessoal de Chuck Billy e Eric Peterson, além de novas notas de encarte.