Não há novidade nos relançamentos e essa é a melhor notícia em tudo o que se refere a produtos relativo a The Doors, na visão dos puristas. É um ponto de vista questionável, mas as celebrações dos 60 anos de criação do quarteto vai abusar novamente da simples reedição dos seis álbuns que tiveram a participação do vocalista Jim Morrison (1943-1971).
Portanto, aguentemos mais uma vez o (re)lançamento de uma caixa contendo os seus primeiros seis discos, mas sem nenhum acréscimo ou material extra. “The Doors – Immersed 1967–1971” traz mixagens Dolby Atmos dos seis álbuns de estúdio da banda em Blu-ray pela primeira vez.
O conjunto inclui 9, além de Dolby Atmos, som surround 5.1 e estéreo de alta resolução (192/24), juntamente com remixes em som surround 5.1 e versões imersivas Dolby Atmos de 12 canais de The Doors, Strange Days, Waiting for the Sun, The Soft Parade, Morrison Hotel e L.A.Woman. Cada disco vem em uma mini-capa com a arte original do álbum.
Bruce Botnick, engenheiro e mixador de longa data da banda, fez as mixagens imersivas e, em uma breve nota no box, compartilhou: “Com o Atmos, ter alto-falantes no teto permite que ‘Riders on the Storm’ ganhe vida com chuva e trovões em ‘Horse Latitudes’, destaca a claustrofobia teatral da poesia de Jim.”
Abrangendo o período de 1967 a 1971, os seis álbuns do box traçam a evolução do The Doors, do single de sucesso “Light My Fire” ao blues visceral de “L.A. Woman”.
É o verdadeiro todo da obra da banda – quase ninguém cita ou lembra que The Doors lançou dois álbuns depois da morte d |Morrison com o tecladista Ray Manzarek tentando assumir os vocais.
Em apenas cinco anos, a banda expandiu os limites do rock com seu lirismo poético e arranjos ousados. Mais de meio século depois, esses álbuns compõem um dos catálogos mais bem-sucedidos comercialmente e artisticamente audaciosos da época.
Mesmo prescindindo de um baixista ao vivo, o quarteto fez história com a poesia diferente de Jim Morrison e e a pegada jazzística de inspiração folk do guitarrista Robbie Krieger, autor de solos frenéticos e viscerais, mas com dedilhados espantosos em alguns momentos.
Esta edição da Rhino Reserves foi masterizada a partir das fitas analógicas originais por Matthew Lutthans no The Mastering Lab. A qualidade do som é complementada por uma embalagem impecável, criando uma edição definitiva em vinil deste álbum essencial.