A banda inglesa The Fall nunca fez concessões e até hoje é respeitada por sua integridade. Punk experimental? O vocalista mark E. Sm,ith sempre desdenjhou da definição, mas ela cbe bem para o grupo que encerrou as atividades em 2016. O rótulo “instiição” da úsica critânica cai bem.
A obra da banda esta sendo revisitada com lançamentos selecionados, incluindo caixas com álbuns regulares ampliados com gravações inéditas e avo vivo. Além disso, preciosidades estão sendo descobertas dos empoeirados baús.,
É o caso de “The Jon Peel Sessions”,que foi lançado agora dentro das comemorações do cinquentenário de The Fall. John Peel (1939-2004) foi um radialista inglês considerado um dos maiores divulgadores de rock and roll de todos os tempos. Era um fã declarado de The Fallo e de outras bandas punks importantes.
Este lançamento em vinil, curto mas excelente e composto por oito faixas, representa um dos marcos na carreira daquela que é a menos típica das bandas de punk britânicas.
Embora sejam geralmente classificados como pós-punk, o The Fall praticava, tecnicamente, algo mais próximo de um “punk paralelo”; formados em 1976, não surgiram sob a influência de Sex Pistols ou Ramones, mas sim de Stooges e Can.
Para muitas bandas da época, as condições espartanas de gravação e os horários rigorosos dos estúdios da BBC — onde eram gravadas as sessões para o programa de rádio de John Peel — representavam um desafio; para o The Fall, no entanto, isso significou um avanço ou, de forma mais característica, um movimento lateral.
O ano de 1978 acabou sendo o ano da banda — ou, pelo menos, marcou um início bastante sólido: eles haviam realizado suas únicas gravações em estúdio até então, o EP “Bingo-Masters Break-Out!” lançado originalmente em novembro de 1977, mas que ainda permanecia inédito em maio de 1978, quando a primeira dessas duas sessões foi gravada.
Quando retornaram à BBC para a segunda sessão, em novembro daquele ano, o EP já estava no mercado há três meses, e o influente álbum “Short Circuit: Live at the Electric Circus” — que trazia duas faixas ao vivo da banda — já estava à venda desde o verão.
Um fato impressionante é que não houve repetição de repertório em relação a nenhum dos lançamentos de 1978.
A maioria das músicas que compõem “The Peel Sessions – 1978” encontrou sua forma definitiva no álbum de estreia da banda, “Live at the Witch Trials” (1979); uma faixa da segunda sessão apareceu posteriormente em “Dragnet” (também de 1979), enquanto outra, “Mess of My”, surgiu apenas nesta gravação da sessão de Peel.
Em maio de 1978, o The Fall já contava com sua segunda formação — de uma longa série de mudanças: havia dois membros fundadores, o guitarrista Martin Bramah (que também tocou baixo na sessão) e, claro, o vocalista Mark E. Smith, além da nova tecladista Yvonne Pawlett, do baterista Karl Burns e do percussionista Steve Davies.
Em novembro daquele ano, Davies já havia saído e o baixista Marc Riley havia integrado o grupo. Nunca houve uma formação definitiva do The Fall, mas os primeiros discos — que podem ser considerados os melhores da banda — foram criados no início dos anos 80 pelo núcleo formado por Smith, Riley e Burns, estabelecido nessa época.