Em meio à realidade apavorante, o guitarrista americano Tom Morello encontra uma luz para transformá-la em música engajada e contendente. Seu trabalho solo é um monumento à resistência ao avanço das forças do retrocedo e do fascismo, como é possível verificar em seu disco mais recente.
Ex-integrante do Rage Against the machine, Morello virou símbolo do progressismo e direitos humanos no rock. Juntou-se a bruce Springsteem e Serj Tankian (System of a Down) na oposição ferrenha ao governo autocrático de Donald Trump e sofre as consequências disso, como as constantes ameaças de morte.
Ele retorna com seu primeiro álbum solo de rock, “Everyone Gets Everything They Want”, lançado pela gravadora Mom + Pop Music.
Produzido por Tyler Smyth, Carl Restivo, Zakk Cervini, Dan Carey e Sam Nelson Harris, o álbum conta com as participações de Serj Tankian, Kneecap e Beartooth. O filho de Morello, Roman Morello, coescreveu cinco faixas, contribuindo com riffs e solos de guitarra.
Tom Morello é um artista, compositor e ativista — vencedor do Grammy, formado em Harvard e integrante do Hall da Fama do Rock & Roll e do Metal — que personifica o poder transformador do rock ‘n’ roll.
Conhecido por seu trabalho inovador na guitarra e por composições de consciência social, Morello ganhou destaque como membro fundador do Rage Against the Machine e do Audioslave, duas bandas pioneiras responsáveis por diversos prêmios Grammy e pela venda de mais de 30 milhões de álbuns em todo o mundo.
A revista “Rolling Stone” o elegeu um dos “Maiores Guitarristas de Todos os Tempos”, e sua carreira abrange música, ativismo, cinema, televisão e filantropia. Seja no palco, em manifestações ou em piquetes de greve, Morello continua a usar a música como uma força de união e mudança.