Trompas faz heavy metal estremecedor com raízes mo ecomore

Trompas )Foto: divulgação)

Um músico egresso do “movimento” emocore encharcado de ódio, com direito a guitarras que orgulhariam Tony Iommi, o criador do Black Sabbath. Ninguém imaginava que um fundador do CPM22 mergulhasse tão fundo no rock pesado em sai nova encarnação.

O guitarrista Wally já tinha experimentado o peso no Astafix, grgupo que criou quando deixou o CPM22 em 2007, nasa agora ele trilha caminhos ainda mais obscuros com a banda Trompas, que incorpora influências muito pesadas de Candlemass, Alice in Chains e Corrosion of Conformity, além de Black Sabbath.

Os timbres de guitarra são muito pesados e fruto de uma ampla pesquisa, assim como a preparação para fazer vocais berrados e densos nas canções “LÇost Again” e “Yen Year Hate”, as primeiras amostras do som do novo grupo de metal brasileiro.

“Eu fundei o CPM22 com aquela pegada que caracterizou a banda, mas minas influências vão além do hardcore melódico do Bad Religion, que eu adoro”, diz o músico. “Sempre ouvi muito metal e gtunge e agora tive a oportunidade de me unir a músicos que também produzem e têm respeito profundo oea proposta que ofereci.”

O som é moderno e pesado, mas não inovador. Bem era essa aproposta. Trompas é uma banda surgida diretamente da pandemia de covid-19, com toda a sua carga dramática. As letrs em inglês carregam melancolia, desespero, raiva diante de uma frustração que colocou a humanidade em um de seus priores momentos.

“Eu toco o tempo todo, preciso de atividade, e as primeiras ideias surgiram enre 2021 e 2022. Eram diferentes do que eu fazia no Astafix e senti a necessidade de registrar essas canções e me permitir enveredar por outros caminhos”, contou Wally em conversa exclusiva com o Combate Rock.

Por mais que evite em falar de renegar o passado, o guitarrista entende que a banda Trompas tem pouca semelhança como o emocore que prticou nos anos 90, mas eu não deixa de ser uma sequência natural d sua carreira. “Ainda acredito que faço um rock visceral e intenso, mas de outra forma.”

Um sonho que se transforma em música é o começo do enredo de “Lost Again”. Uma mulher próxima e íntima que caminha ao lado de uma cobra sai do inconsciente e ganha força e vida na letra e clipe.

A cobra carrega inúmeras simbologias — e quando aparece em um sonho, pode dar vazão a mil interpretações. Do veneno à cura. Do perigo ao renascimento.

Entre situações mal resolvidas e sentimentos tóxicos que poderiam ser uma leitura possível ao sonho antigo, Wally fez o que sabe de melhor: extraiu música e peso.

O virtuosismo do baixista Benhur Lima se une à monstruosidade técnica e ao peso do baterista Thiago Caurio, que em “Lost Again” entrega brutalidade sem concessão.

O clipe é uma produção exigente pelo fato de contar com uma cobra de verdade. Por isso, esta produção audiovisual foi acompanhada pelo biólogo Evandro Augusto Veit, especialista no manejo de serpentes, garantindo a segurança e bem-estar das pessoas e do animal durante as filmagens.

“Nunca é muito fácil trabalhar com animais selvagens, sempre imprevisível, mas a dedicação e profissionalismo de todos facilitou a condução e deu segurança para o animal participar da empreitada de forma respeitosa, segura e adequada. O alto comprometimento de toda equipe com isso tornou essa missão mais fácil”, diz o biólogo.

O trio brasileiro de stoner/sludge entrega riffs densos, cadenciados e “pantanosos”, sustentados por um senso de peso construído ao longo de anos de estrada de seus integrantes — e não por tendências ou fórmulas ditadas por algoritmos.

https://www.youtube.com/watch?v=qrWAo8k4r4I&list=RDqrWAo8k4r4I&start_radio=1&pp=ygUNdHJvbXBhcyBiYW5kYaAHAQ%3D%3D

A primeira música do Trompas, “Ten Year Hate”, já ultrapassou a marca de 200 mil visualizações em menos de um mês. Mais do que os números, chamam atenção as interações do público. Elas demonstram o efeito real da conexão que a banda vem conseguindo estabelecer.

No Trompas, Wally reencontra seu antigo parceiro de Astafix, o baterista Thiago Caurio. O Astafix teve papel relevante na cena metal brasileira dos anos 2010, com forte presença no circuito underground, lançamentos consistentes e participação em festivais e turnês ao lado de nomes nacionais e internacionais.

Formado em 2024, o Trompas nasce justamente dessa conexão prévia entre músicos que já compartilham amizade, estrada e experiências em diferentes projetos.

A banda se divide entre São Paulo e Porto Alegre e reúne integrantes com passagem por nomes importantes da cena pesada nacional, como Distraught, no caso de Caurio, e Hibria, no caso de Benhur.

Os singles “Lost Again” e “Ten Year Hate” antecipam o EP de estreia “Anxiety”, previsto para junho. O trabalho seguirá explorando temas ligados ao desgaste das relações, frustrações acumuladas e ao apagamento progressivo de memórias e vínculos.

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