Um exemplo de maturidade democrática ou uma eterna sombra de um autoritarismo latente que perdura na parte podre da sociedade brasileira? Como devemos encarar o terceiro aniversário dos ataques terroristas de 9 de janeiro de 2023 que seriam a parte final de um golpe de Estado fascista?
A julgar pelo pântano em que os Estados Unidos estão atolados com eleição de um presidente fascista – o mesmo ser desprezível que apoiou a tentativa de golpe de Estado em 6 de janeiro de 2021 -, podemos dizer que estamos bem e vivendo em uma democracia resistente. Será que temos o direito de nos enganar com essa ilusão?
Os vagabundos que atacaram as serdes dos três poderes da República foram condenados e estão presos, assim como os mentores do golpe de Estado – a começar pelo pior dos seres desprezíveis, o nefasto ex-presidente Jair Bolsonaro. Se a Justiça foi feita e os condenados estão presos, por que ent]ao vivemos em constante tensão, em estado de eterna insegurança?
O avanço fascista é global e tem o apoio da ex-democrcia Estados Unidos, que sinaliza a quem quiser ver que vai interferir de todas as foram em eleições nas Américas e que, se for preciso, vai colonizar países, como está fazendo n Venezuela. E a base para essa postura é forte, como podemos verificar nas novas administrações fascistas de Argentina, Paraguai e Chile.
São mais de 30 anos de pesquisas de opinião pública que dão conta de que parte expressiva dos brasileiros não tem muito apreço pela democracia – nunc teve, na verdade.
Dependendo do levantamento, o percentual dos que não se importam se vivemos ou não democracia ou que pregam abertamente o estabelecimento de uma ditadura, civil ou milita, pode chegar a 40%. É um quadro desolador e pavoroso. Não se trata apenas de desinformação e burrice coletiva – é isso misturado com faras doses de deformação de caráter,
A democracia brasileira está ameaçada e sob constantes ataques. Se a polarização é necessária para que saibamos quem são os inimigos – e assim possamos neutralizá-los -, por outro evidencia que o fascismo golpista antidemocrático está vivo – e muito vivo.
O 8 de janeiro é uma data muito importante que tem de ser celebrada, mas, antes de mais nada, precisa ser lembrada cimo um dos momentos mais perigosos da história brasileira, que esteve à beira de um imenso retrocesso. A ignorância veste a pele ideológica da direita e da extrema-direita.
Em ano de eleição presidencial, a vigilância tem de ser total e constante. Ainda assim, é necessário algum senso de humor par que tenhamos um pouco de diversão.
E há um som maravilhoso da banda punk garotos Podres que tira sarro dos fascistas e eleva a alegria lá para cima – uma versão da canção “Mucha Policía, Poca Diversión”, da banda espanhola Escorbuto. Vamos ouvir ao final deste texto.
Em 2026, é imperativo qu ouçamos cada vez mais rocks engajados de aristas como Ratos d Porão, Garotos Podres, Black Pantera, Eskröta, Manger Cadavre?, Surra, Escombro, Titãs, Ira!, The Mönic…