Uma música diferente: algumas caras novas do rock atual

– Como o nome diz e denuncia, Relayer é uma banda de rock progressivo calcada no rock clássico dos anos 70, com o nome inspirado no álbum do Yes lançado em 2074. As canções de “Choices” seguem padrões mais convencionais e agradam por ser acessíveis, com alguma ou outra ideia mais ousada. O segredo do Relaue é construir melodias muito boas, com riffs certeiros e refrãos fora do comum. É um disco bacana, ainda que lhe falte a necessária originalidade para escapar diretamente de suas influências progressivas O curioso qui é uma banda americana buscando fazer um som tipicamente inglês na seara progressiva.

– No caso da banda The Paradox Twin é o contrário, com os ingleses buscando uma sonoridade um pouco americanizada com o auxílio luxuoso de vocais femininos. “A Romance of Many Dimensions” é mais denso e intrincado do que o anterior, “Silent of Signals, que tinha canções mais acessíveis. Neste álbum, as músicas tendem a uma melancolia progressiva que chama a atenção pelas belas construções melódicas, por mais que o estilo monocórdico pouco varie ao longo de todo o trabalho. Nas passagens mais suaves a banda acerta no equilíbrio entre o pop mis comercial e suítes instrumentais mis longas. Vai agradar a quem quer algo um pouco diferente, mas sem fugir muito do do óbvio.

– Quem busca coisa realmente fora do comum tem escutar os americanos do Crippled Black Phoenix, um combo esquisito qu faz música experimental esquisita. N]ao [e uma band nova, tem uma carreir consistente, mas sgue surpreendendo com música intensa e e pesada, ora sofisticada, ora agressiva, mesclndo vocais masculinos e femininos. O álbum recém-lançado, “Scaduhelm”, é uma das coisas mais sombrias já editadas neste século. Suas canções têm bastante apelo visual e o uso de diálogos f filmes em segundo plano ajuda a dar um clima mais denso e pesado às canções. O que era sombrio ganha mais suspense, direcionando tudo para o sinistro. Não é uma música fácil de ser apreciado no primeiro momento, mas é instigante e incentiva a curiosidade para ver onde a coisa vai dar. Tudo isso são recursos que bandas como King Crimson, Henry Cow, Camel e Caravan já utilizaram. Há climas góticos bem pesados, como em “Vampire Grace” e “Beautiful Destroyer”, o que faz da variedade de estilos abordado um trunfo no álbum que é surpreendente.

– O duo canadense Amgine di Poitrine pretende levar o experimentalismo no rock atual para limites desconhecidos -é o que dizem, pelo menos. Elogiados como o “futuro do rock” por gente como Dave Grohl (Foo Fighters) e Mike Portnoy (Dream Theater), fazem, questão de abusar da esquisitice e d esquisitice de seu som quebrado e atonal, em alguns momentos, O duo se veste de palhaço, esconde as identidades verdadeiras e distorcer a voz em entrevistas e declarações para não ser reconhecido. A sonoridade também passa pelo experimentalismo do King Crimson e vanguarda de Frank Zappa, mas é mais difícil de digerir do que a do Crippled Black Phoenix..

– Os alemães do Long Ditance Calling fazem o melhor rock instrumental da Europa na atualidade com sua instigante mistura de jazz, blues, hard rock e heavy metal. O recém-laçado álbum “A Secret Man” é o melhor da carreira e mostra que o quarteto tem ótimas ideias sem precisar recorrer ao experimentalismo avançado de vanguarda. Sua música não é uma trilha sonora do aos, mas serve de inspiração para que possa ser aplicada em momentos complicados Já houve comparações com alguns momentos de bandas coo Liquid Tension Experiment e Black Light Syndrome, mas são infundadas. Não há velocidade nem extrema distorção nas canções – o rigor do jazz é bem respeitado, como se fosse uma trilha sonora de um filme denso e tenso. O grupo faz um trabalho de fôlego e de muita personalidade.

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