A banda capixaba Supercombo chamou a atençãoo rivalizar, no rock nacional, com nomes como O Terno e Vamguart com canções sofisticadas, que incluíam letras bem elaboradas e arranjos diferentes, fugindo fora lugar comum Não demoraria muito para ganhar o epíteto da nova geração, por mais que, em um primeiro momento, isso soasse um, pouco pretensioso.
Dez anos depois do primeiro álbum, as expectativas se confirmaram e o quarteto é um nome nacional e mais constante de uma geração que prometia tomar conta de um mercado que se considerava alternativo. Hoje Supercombo não é mais alternativo, mas a realidade mais eloquente de uma geração que tem como desafio achr um espaço entre a audiência ansiosa e sem paciência e a nostalgia de um passado nem tão distante.
“Nossa base de fãs é consistente e conseguimos enfrentar bem as mudanças nos hábitos de consumo deste século”, diz o baterista André Dea. “A repercussão de nossos trabalhos tem disso extraordinário, o que corrobora o acerto de nossas estratégias.”
O grupo não é muito fã de EPs e singles, mas optou pelo fracionamento do mais recente trabalho em duas partes para atiçar a curiosidade dos ouvintes. “Caranguejo (Parte 1)” foi lançado em agosto de 2025, marcando um retorno às raízes do rock com influências brasileiras e experimentações sonoras, com previsão da Parte 2 para 2026.
“Carangejo (parte 2)”, com oito músicas, deve ser lançado ainda no primeiro semestre desde ano. O álbum anterior foi “Remédios”, de 2023, seguido por “Ao Vivo Quando A Terra Era Redonda”, de 2022. “Tem sido interessante trabalhar com o álbum fracionado, que nos permitirá trabalhar com mais intensidade as novas músicas”, acredita a baixista Carol. Navarro – completam o grupo o guitarrista e vocalista Leonardo Ramos e o tecladista Paulo Vaz.
Antenado com as tendências de mercado e em alta sintonia com o público, o grupo faz questão de se vender como artistas de palco. “A interatividade é um dos nossos grandes trunfos, a ponto de termos fãs clubes no Brasil inteiro. Esse patrimônio é um orgulho e influencia cada passo uqe damos”, explica Paulo Vz
Superocmbo hoje é uma banda de porte médio que esgota ingressos com bastante rapidez e adquiriu estofo para encabeçar festivais importantes como o Polifonia. O rock alternativo está ficando para trás e o ano projeta novos saltos com o lançamento da segunda parte de “Caranguejo”.
Os integrantes gostam do rótulo “inclassificável” e apostam em shows surpreendente para ampliar o público. Rock ou MPB ou qualquer outra coisa? “Nós adquirimos uma versatilidade que é uma marca registrada da banda. Rótulos não nos incomodam. Queremos é aumentar o nosso público e aumentar as interações”, diz André.
Ainda que parcialmente divulgado, “Caranguejo” é o trabalho mais interessante e consistente o grupo, trazendo a já mencionada versatilidade em canções que mostram intensidade, com um certo peso, e delicadeza rara de encontrar em bandas de rock que gostam de alardear uma certa urgência em seu sonoridade.
Mesmo nos momento mis frenéticos é possível notar arranjos um pouco mais diferentes, especialmente em canções como “A Transmissão” e “Alento”. No entanto, a canção que melhor representa essa nova fase do conjunto é “Hoje Eu Tô Zen”, que oferece fartas doses de ironia e bom astral ´a çletra é bem feita e apresenta boas sacadas.
Como tração principal do festival Polifonia Verão, a banda promete algumas surpresas, sendo que existe a chance de tocar as canções de “Caranguejo (parte 1)” em formato de de medley – são todas curtas e urgentes.
Espere pela execução de “Piseiro Black Sabbath”, uma sátira bem humorada ao mundo do hevy metal e aos peconceitos nossos de cada dia – tipo de canção que costuma enfurecer radicais de todos os tipos.
SERVIÇO
Polifonia Verão
Local: Vivo Rio (Av. Infante Dom Henrique, 85, Praia do Flamengo, Rio de Janeiro)
Data: 11 de Janeiro de 2026 (domingo)
Horário: 15h (abertura da casa)
Classificação etária: 18 anos
Ingressos: https://bileto.sympla.com.br/event/113141
Valores: De R$ 70,00 a R$ 260,00 (1º lote), com opções de pista e camarote
Mais informações
instagram.com/polifonia