Yes lança álbum ao vivo com o tecladista Patrick Moraz

Não é uma data especial que mereça ima celebração, mas o grupoprogressivo inglês Yes acaba de fazer um movimento interessante: lança pela primeira vez, ao que se tem notíca, uma gravação de uma apresentação do efêmro tecladista suíço Patick Moraz. É fato notável que posamos conhecer essa gravação 50 anos depois de ocorrido o show.

Mão é uma apresentação especial, exceto pelo fato de a banda executar trechos de músicas editadas no álbum “Relayer”, de 1974, o único com Moraz. É um show de meio de turnê, sem novidades ou rompantes de virtuosismo. O suíço não inventou e ficou na dele.

Em 17 de junho de 1976, a formação era “Relayer” — Jon Anderson, Steve Howe, Chris Squire, Alan White e Patrick Moraz — apresentou-se para um estádio lotado no Roosevelt Stadium, em Jersey City, Nova Jersey.

O quinteto foi registrado em meio à turnê, durante uma transmissão ao vivo pela rádio WNEW-FM de Nova York. Embora a apresentação tenha permanecido como um dos “bootlegs” (gravações não oficiais) mais populares da banda por décadas, este lançamento marca a sua primeira edição oficial.

A gravação captura a banda no auge de sua criatividade durante a “Solo Albums Tour”. Após o sucesso de *Relayer* (1974), os integrantes passaram o ano de 1975 gravando cinco projetos solo individuais.

A turnê de 1976 marcou a primeira vez que esses novos arranjos foram integrados ao repertório de shows. A apresentação equilibra composições épicas executadas pela banda completa omo “The Gates Of Delirium” e “Ritual”, com clássicos indispensáveis ​​como “Siberian Khatru” e “Heart Of The Sunrise”.

O repertório também traz momentos de destaque individual, com as escolhas etéreas de Anderson do álbum “Olias of Sunhillow” e as explorações rítmicas de Moraz em “The Story of I”, além da marca registrada acústica de Howe, “Clap”. A apresentação é encerrada com uma rara versão de “I’m Down”, um clássico de alta energia originalmente gravado pelos Beatles.

O ineditismo da edição de um show com Patrick Moraz justifica o lançamento. Músico com formação erudita e apaixonado por jazz, tirou a sorte grande e o passaporte para o pop ao receber o convite do baixista Chri Squire para substituir Rick Wakeman. Era 1974 e o inglês queria novo s ares e uma carreira olo.

Moraz enfrentou muitas dificuldades, como a oposição de um forte sindicato de músicos ingleses, inconformado com a escolha da banda por um estrangeiro. O suíço sofreu boicote generalizado rejeição de fãs e distanciamento dos próprios membros da banda.

Não ajudou o fato de querer viver como um bom vivant na ponte aérea Londres-Rio de Janeiro – casado com uma brasileira, vivia parte do tempo em um sítio nos arredores da capital fluminense.

A banda também não estava bem, com seus membros fora de foco e preocupados com dinheiro e carreiras solo. Moraz percebeu que estava no lugar errado e saiu em 1977 para o retorno de um contrariado Rick Wakeman, que gravaria os dois álbuns seguintes, “Goimg For the One” e “Tormato”.

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