A busca pelo passado se tornou obsessão para o rock clássico e atinge em cheio a segunda gerão desse subgênero que, reconheçamos, ajuda e muito a mantê-lo vivo, como observamos nos novos trabalhos de Rolling Stones e Deep Purple.
Depois de anos sem material inédito, o U2 colocou no mercado neste ano dois EPs com canções mais politizada e melancólicas, e agora coloca no mercado, também de surpresa, mais um single, que parece indicar um álbum completo para breve.
“Streets of Dreams” tem um astral mais ensolarado e pop, remetendo a alguns bons momentos dos anos 80m quando a banda ea muito politizada e quase punk, mas com algum bom humor e sarcasmo, abusando da sagacidade em alguns momentos.
O quarteto irlandês comemora 50 anos de criação buscando se afirmar neste século e a inspiração perdida nos últimos trabalhos, nada memoráveis, embora não sejam ruins. É um gigante empacado na mesmice. Mas com a dignidade de se seguir tentando.
A nova música pode indicar novos caminhos e afastar a nuvem de melancolia dos EPs do começo do ano, quando a banda soa quase progressiva em suas pregações e protesto sem contundência. O pop mais simples parece ser o caminho.
Quem entendeu isso foi Ecjho and the Bunnymen, outra instituição do rock que vem se recuperando lentamente nas celebrações de seus mais de 45 anos de existência.
O novo single, “Brussels in Haunted”m surpreendeu pela qualidade epela inteligência de uma letra bem sacada e de uma melodia rápida e urgente, bem de acordo com o gosto atual de uma certa audiência ansiosa e sem paciência para o novo.
Despretensiosa e descontraída, mostra a banda de Livepool abusando de maneira interessante dos maneirismos daquela quente primeira metade dos anos 80, onde as guitarras econômicas indicavam, em certo período, que menos era mais. O frescor da nova música fica evidente e coloca o Echo de volta ao jogo com um eventual novo álbum a ser lançado.
Quem literalmente caiu de cabeça nos anos90 foi Mike Scott, guitarrista e vocalista da banda escocesa The Waterboys. Ele resgatou versões importantes da canção “Fisherman’s Blues” e aproveitou para editar uma caixa com raridades chamada “Atlantic Rain: The Lost Se Fisherman’s Blues Sessions”.
É o principal trabalho de sua banda em mais de 45 anos de atividades e traz o melhor que o folk rock britânico produziu naquela década.
Sem desconforto em transitar entre os mundos alternativo e do mercado fonográfico principal, The Waterboys soube produzir material original e diferente e original em precisar recorrer a clichês recorrentes dos estúdios.
Até hoje Mike Scott é respeitado por isso, embora não lhe tenha rendido o sucesso esperado. Escutar algumas versões dessa clássica é uma viagem no tempo e u bálsamo para quem gosta de ouvir coisas diferentes.