A difícil tarefa de analisar com isenção o atual rock israelense

Ainda existe rock no Oriente Médio sob o terror promovido pelo criminoso presidente americano Donald Trimp. A guerra contra o Irã, em uma ação coordenada de forma criminosa por Estados Unidos e Israel já matou mais de 5 mil pessoas, a maioria civis, no próprio Irã e no Líbano, que virou alvo por sediar o grupo político Hezbollahj, considerado terrorista no Ocidente.

Fica bem difícil falar sobre bandas de qualidade de Israel, por exemplo, por conta de todo o contexto geopolítico e social, mas o fato é que este ano alguns nomes do rock árabe e do Oriente Médio estão saindo dos esconderijos e mostrando trabalhos de bom nível

São duas as bandas principais de rock em Israel, d rock pesado: Orphaned ÇLand, bastante conhecida no Brasil, e Melechesh, que acaba de lançar um EP muito bom de thrash metal, “Sentinel of Shamass”. São nomes relevantes do rock hebraico e que costumam frequentar os festivais europeus de verão.

Muita gente que admirava os trabalhos das duas bandas estranha e lamenta o silêncio por conta da situação vivida pelo Oriente Médio. Kni Farhi, vocalista do Orphaned Land, articulado e inteligente, sempre foi crítico da política externa israelense de confronto com os árabes e de opressão contra os palestinos de Gaza e Cisjordfãia.

São notórias as colaborações dele e sde sua banda com artistas palestinos neste século como forma de mostrar que a convivência era possível entre árabes e judeus no Oriente Médio. Por conta de pressões políticas em seu país, o discurso de Farhi e banda foi arrefecendo e, se não mudou a visão sobre paz, o canto passou a alar muito menos e mesmo a se omitir e silenciar sobre o genocídio palestino desde outubro de 2023.

As consequências não tardaram a vir, com movimentos europeus de boicote nos festivais europeus. Muitos aficionados de rock e ex-fãs do Orphaned Land não toleram o silêncio da banda a respeito da postura belicista israelense, que já matou 600 crianças no Líbano nos últimos 30 dias na guerra do Irã. Repetindo: 600 crianças mortas em ataques israelenses no Líbano!!!!!!!!!!!

Os ingressos estão sendo vendidos no site d banda para vários shows pela Europa e os protestos estão começando a amentar. Farhi e a banda mantém silêncio e tenta focar apenas na música.

Em relação ao Melechesh, a banda de thrash  metal é menos engajada e ativa politicamente, mas não se omiti ao longo dos tempos. Mesmo de forma genérica, o discurso nas letras e nas entrevistas sempre foi em prol da paz e do entendimento, só que sem críticas diretas às ações militares ou aos políticos belicistas de extrema-direita que dirigem Israel.

Essa postura rendeu muitas críticas ao Melechesh por, supostamente, defender, ainda que de forma discreta, a postura israelense no geral. Omissão, neste caso, é fatal: não basta dizer que é antifascista ou antirracista, já que é preciso mostrar cabalmente 00que tem essas posturas.

“Sentinel of Shamash” -e um EP de bom nível, que serve para amenizar, em parte, o silêncio da banda pesada israelense sobre as guerras no mundo e a marcha assassina do exército de seu país contra cri

anças palestinas e libanesas – é o genocídio de civis como política de extermínio e limpeza étnica.

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