O privilégio que será apreciar a ‘nova’ fase de Robert Plant no Brasil

Robert Plant (Foto: divulgação)

Beatles e Rolling Stones são os maiores, mas são Led Zeppelin e The Doors que ainda costumam povoar imaginários e sonhos sobre o mundo perfeito e idílico dos “bons tempos” em que a vida parecia menos complicada. Não é por outro motivo que bandas como Greta Van Fleet, Jayler e The Answer emulam quase opiam o som da banda de Jimmy Page.

Com o anúncio do elenco deste ano do festival paulistano C6 Fest, houve furor com a presença de Robert Plant, vocalista do Led Zeppelin e um artista solo dos mais celebrados desse os anos 80. “Enfim vamos ver alguma coisa de Led Zeppelin”, vibrou um jovem aluno de canto de uma escola importante de São Paulo. Será mesmo que ele sabe do que está falando?

Ao fim do Led Zeppelin em 1980, com a morte do baterista John Bonham, Plant deu uma guinada na carreira e apostou em um pop sofisticado que beirava o hard rock, mas sem carregar no peso das guitarras. Elogiado por álbuns intensos e e de ótima qualidade, o cantor sofreu com mudanças significativas mudanças de timbre de sua voz, o que muita gente creditou aos “excessos” agudos dos tempos de Led Zeppelin.

Obrigado a se reinventar, o fez de forma magistral neste século ao abordar a música countrye o folk inglês para adaptar sua nova voz a sua condição física.

Trabalhou com a canora americana Alisson Krauss e montou bandas que fizeram a mlhor interpretação de uma música tipicamente britânica com arranjos modernos. É o caso da atual que o acompanha, Saving Grace, que deverá acompanha-lo no show de São Paulo..

Ele até incluirá um ou duas canções da banda, como “Ramble On”, que ganhou uma versão extraordinária crivada de violões e arranjos de cunho histórico e quase renascentista. É o máximo que veremos de Led Zeppelin.

Há o risco de desasados se decepcionarem e bradarem por “rock” e “hits” como Staieway to Heaven”. Alé de passar vergonha, serão hostilizados, com razão , diante da falta de educação e de informação.

Situação parecida ocorreu em 2000, na Via Funchal, em São Paulo. O Deep Purple fazia uma turnê com orquestra e convidados para celebrar os 30 anos do álbun “Concert for Group and Orchestra”, que misturava rock música erudita.99

Logo no começo da apresentações, idiotas começaram a gritar “Smoke on the Water”, o maior hit da banda, e “Eu que rock!”. Foram repreendidos, mas não adiantou: foram agredidos e acabaram expulsos do recinto.

O que assistiremos no C6 Fest é um Robert Plant mais sereno, valorizando cada segundo as interpretações de canções de um outro mundo. Será uma experiência inigualável para apreciar uma fase diferente empolgante de um cantor fundamental para a música

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