Ringo Starr abraça a música country e convence em novo álbum

A improvável carreira solo de Ringo Starr começou com um bom disco, o surpreendente “Sentimental Journey”, e dois hits nos anos 70, “It Don’t Come Easy” e “Photograph”. Dora isso, pouca coisa digna de nota ocorreu na carreira musical do ex-baterista dos Beatles. Quem diria que, prestes a completar s 86 anos, ele encontraria sua vocação na música country, com direito a chapéu e uma estrutura de estrela do gênero?

“Long Long Roaad” é a sua segunda imersão na música country e conta mais uma vz com a colaboração do mago T Bone Burnett. Músico e produtor renomado que ressignificou o som de Ringo, que está totalmente confortável nesse ambiente. Seu registro vocal é perfeitamente compatível com essa nova fase.

O curioso é que suas poucas colaborações com os Beatles eram canções de inspiração country. Sua principal composição para o grupo foi “Octopussy’s Garden”, que flertava com o folk infantil também, mas a melhor e de sua lavra para os Beatles foi “Don’t Pass Me By”, country até a medula e com bons recursos melódicos.

A estreia de Ringo Starr com T Bone Burnett, “Look Up”, de 2025, foi um triunfo criativo, então a dupla não mexeu muito na fórmula nesta rápida sequência.

Retornam agora Molly Tuttle – em dueto com Starr em três das 10 faixas, incluindo a abertura no estilo de Robert Plant/Alison Krauss, “Returning Without Tears” – e Billy Strings para as harmonias no estilo dos Everly Brothers em “My Baby Don’t Want Nothing”.

Sheryl Crow aparece na faixa-título (que vem com a seção de spoken word inspirada em meditação de Ringo: “Não se deixe atacar por seus pensamentos… deixe-os entrar, deixe-os ir”), enquanto St. Vincent faz uma participação especial em “Choose Love”, uma releitura de uma música de Ringo lançada anteriormente em 2005, agora com o swing R&B de meados dos anos 60 e um toque psicodélico.

 Ao longo de toda a gravação, a bateria de Starr é consistentemente ótima, e embora ele possa de fato ter percorrido um longo caminho, aqui ele soa como se tivesse 85 anos.

Nem mesmo os resquícios de sotaque britânico incomodam , aplicando um chame às canções da mesma forma como ocorreu com Robert Plant, ex-vocalista do Led Zeppelin, na colaboração coma diva Alison Krauss.

Se em alguns momentos e sua carreira Ringo ofereceu vocais vacilantes e sem energia, aogra ele se mostra seguro e sereno, com pleno domínio do ofício e descontraído. O repertório é composto de músicas simples  e curtas, o que certamente facilitou bastante o seu trabalho.

Transitando por um segmento que lhe é bastante confortável, Ringo pareceu e divertir e lançou um disco interessante, embora seja menos brilhante que o do ano passado.

Ainda assim, lhe deu a confiança suficiente para encarar um dueto vocal com o ex-parceiro de Beatles, o baixista Paul McCartney, na canção “Home to Us”, incluída no mais recente trabalho de Paul, “The Boys of The Dungeon Lane”.

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