Aos 60 anos, Supla supera preconceitos e saboreoa reconhecimento com novo álbum

Uma caricatura do rock lastreada em um clone de um astro de segundo plano. Supla teve de suportar muitas definições desse tipo em seus mais de 40 anos de carreira no rock nacional e nunca se importou. O olhar fixo à frente moldou seu caráter e sua postura artística. Billy Idol dos trópicos? E daí?

Pior era o preconceito reverso – o do menino rico e mimado que cismou de ser roqueiro punk supostamente subversivo , imiscuiído em um ambiente em que a competição e a desconfiança entre as várias bandas e artistas que descortinavam um novo mundo pós-ditadura militar. Atrapalhou? Até certo ponto.

E p que dizer do menino mimado roqueiro filho de políticos intelectuais dde esquerda?  Como superar essa quantidade de preconceitos e desconfianças?

Aos 60 anos de idade, Supla tem quase nada a explicar ou a quem dar explicações. Depois do início explosivo com a abanda Tokyo e a parceria com a cantora alemã Nina agen, ele vive talvez o seu memlhor momento profissional acompanhado hoje com

 Hagen, ele talvez viva hoje o seu melhor momento ao lado da banda Os Punks de Boutique  Maduro e sereno, refinou suas composições aprimorou os arranjos para avançar em relação ao pop simplório que aplicava na primeira fase da carreira.

Ao enfrentar os preconceitos, passou por momentos constrangedores, como a abertura dos shows dos Ramones em 1996 no Brasil, quando liderava a banda nova-iorquina Psycho 69. Entre cusparadas e arremessos de objetos diversos, teve a dignidade de seguir em frente e ir até o final. Quem disse que ele não era um artista completo?

“Nada Foi em Vão” é o seu mais recente trabalho e, possivelmente, o seu melhoir em mito tempo. É um resumo bom de seus mais de 40 anos de trajetória passando pelo pop, pelo rock e pelo punk. Sua banda de apoio é boa e captou de forma rápida e interessante o estilo do cantor – debochado, descontraíudo e sem grande peso que marcou o seu som em alguns momentos.

Supla é parte indissociável do rock nacional do anos 80 e que merece um respeito grande por conta da resistência artística e pela forma como enfrentou preconceitos diversos para exercer a sua arte.

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