Rock e Copa do Mundo de futebol nunca tiveram muita afinidade, jáque o mundo da bola sempre preferiu gêneros musicais mais populares e acessíveis, como vemos nos últimos anos a presença constante de da cantora colombiana Shakira em eventos do esporte -tudo bem, ela foi casada com o zagueiro Piqué, do Barcelona e da seleção espanhola.
Entretanto, a foiorock que representou o melhor trabalho associado à Copa do Mundo pelas mãos do tecladista inglês Rick Wakeman, da banda Yes, que compôs toda a trilha sonora da edição de 1082, na Espanha, chamada “G’Olé”. Wakeman, um bom vivant e apreciador de boas bebidas, também é um aficionado por futebol.
E coube aos torcedores inglese na Copa do Mundo de 2026, nos Estados Unidos, México e Canadá, incluir lateralmente o rock nas arquibancadas, já que o gênero foi sumariamente esquecido de forma oficial pela Fifa, entidade que organiza o evento.
É curioso ver o embate entre Beatles e Oasis nas arquibancadas, em um bonito espetáculo musical que demonstra a força da música britânica e do rock mesmo fora do topo da audiência mundial.
“Wonderwall”, do Oasi, é uma canção entoada pela torcida do Manchester City, time de coração dos irmãos Noel e Liam Gallagher, líderes da banda. Acabou assimilada pelo restante da torcida inglesa nos Estados Unidos, ao menos temporariamente.
“Hey Jude”, clássico mundial e atemporal dos Beatles, é a trilha para exaltar a excelência do camisa 10 inglês, Jude Bellingham, um dos craque da copa. A canção é emocionante por si, mas ganha dramaticidade quando associada a um jogado que virou símbolo de uma nação.
Escutar Beatles nas arquibancadas de uma Copa do Mundo deveria orgulhar todo roqueiro nestes tempos em que o gênero está em baixa e caminha para se tornar o que é o blues hoje – música de nicho, específica de um grupo de ouvintes que despreza a música comercial plastificada que domina o mercado.