A “música de velho” continua em alta no Brasil e segue dando o tom das apostas das produtoras de shows brasileiras e sul-americanas.
Depois do sucesso das apresentações de Robert Plant (ex-vocalista do Led Zeppelin) em São Paulo cantando folk, a tendência ficou reforçada com os principais nomes que farão shows neste segundo semestre no Brasil.
As empresas já perceberam o que agrada ao brasileiro médio que ainda curte rock: conservador, acomodado e avesso e novidades, contenta-se com quase nada e se diverte cantando as mesmas músicas há 50 anos – e qie lota as turnês de encontro de formações antigas de Titãs e Barão Vermelho para cantar os mesmos hits surrados de 1986.
Não surpreende que os principais nomes programados seja os dos octogenários Roger Daltrey (The Who) e Ron Wood (Rolling Stones), além da sexagenária banda texana ZZ Top. São atrações maravilhosas e gigantes, mas estão predominando e escanteando nomes mais novos e que pouco tocam no Brasil. O que esperar dessas atrações neste semestre?
Roger Daltrey – O vocalista da banda inglesa The Who pouco pode oferecer além de versões solo de grandes hits da banda. Os músicos que o acompanham são os mesmos da banda de apoio do Who, liderados por Simon Townshend, guitarrista irmão mais novo de Pete Townshend, o chefão do Who. Da carreira solo, Daltrey poderá contar apenas com “Without Your Love”, um hit brega de emissoras de FM, e “After the Fire”, sua melhor música fora do Who – que é uma composição de Townshend.

– Ron Wood – O Rolling Stones lançaram um ótimo álbum, mas não v]ao tocar neste ano. Foi a chance que o guitarrista encontrou para celebrar 60 anos de carreira e 50 de Stones. A turnê mundial tem como base a coletânea lançada no ano passado e que abrange todas as bandas por onde passou, como Jeef Bedck Group e The Faces. “Fearless” é um material interessante e que também confere um caráter de curiosidade à carreira solo pouco conhecida do músico no Brasil. O show único dele em São Paulo será uma rara oportunidade para conferir um artista intimamente ligado aos Rolling Stones.
– ZZ Top – O trio texano perdeu o baixista e vocalista Dusty Hill, que morreu há alguns anos, mas segue fazendo um boogie rock de primeira qualidade. A quantidade de hits que acumula garante umas quatro horas de show e reafirmará a extrema importância da banda e de seu guitarrista e vocalista Billy F. Gibbons, um dos mais originais instrumentista do rock A escalação do ZZ Top se justifica porquie veio pouquíssimas vezes ao Brasil.

– Johnny Marr – um dos estilistas da guitarra dos anos 80, por mais que seja superestimado, é outra atração poucas vezes vista no país. Sua carreira solo é oscilante e com poucos trabalhos, mas todo mundo vai querer ouvir algum hit de sua ex-banda, The Smiths, outra atração superestimada na avaliação da história do rock. No entanto, é um instrumentista que marcou época nos anos 80 ao extrair som etéreos e diferentes de sua guitarra.
– Eddie Vedder – Pearl Jan, a melhor banda do movimento grunge sem ser necessariamente grunge, vitou rock clássico e [e basicamente isso que o cantor da banda apresentará em sua apresentação solo. Com apenas dois discos na carreira fora da banda. Terá de se virar com um repertório baseado em clássicos de sua banda, ainda que em formato diferente, e em músicas que sempre ouviu na infância, com predileção pelo The Who. Como vem pouco ao Brasil, pode fazer algo bem interessante.
– Social Distortion – Banda americana que se orgulha realmente de gazer algo um pouco diferente no mundo pop – mistura de punk, country music, souhern e um pouco de hard rock. É veterana, mas vem pouco ao Brasil. No geral, não foge muito da praia de um Lynyrd Skynyrd, mas garante a diversão com canções sem muito rebuscamento, mas com guitarras interessantes.
– Elton Johjn – O cantor inglês estava aposentado, mas aceitou uma bela quantia para se mover até o Rock in Rio e desfilar uma pilha de hits eternos; É daqueles shows imperdíveis, que valem cada segundo e que merecem que os hits sejam cantados bem alto. Será a última oportunidade de vê-lo ao vivo.
– Nwe Order – A banda inglesa estava meio no ostracismo, mas ainda é atração relevante da cena britânica dos anos 80. Virá desfalcada, já que dois integrantes originais estão com problemas de saúde. Também tem uma lista grande de sucesso para desfilar em terras brasileiras.
Iron Maiden e Deep Purple – Não merecem maiores detalhamentos por conta da constância com qu tocam no Brasil. Cada um já veio mais de 16 vezes ao país, quase que anualmente, no caso do Purple. O Iron Maiden está realizando a sua turnê de comemoração de 50 anos e o Deep Purple divulga o novo e muito álbum, “Splat!!. Neste momento, e pela constância das visitas, vale mesmo só para fanáticos.