Sepultura tocando na edição deste ano, semanas atrás, no festival francês Hellfest, mostra que a decisão de encerrar as atividades, em termos artísticos, é equivocada. Ainda é uma banda poderosa e mostra que está muito á frene do concorrentes que tocaram no mesmo festival.
Não se trata apena de uma celebração de 40 e tantos anos de carreira e de tocar com gana e vontade. É a postura d palco que orgulha a todos os apreciadores de som pesado, com uma entrega comovente e uma precisão absurda. O Sepultura está voando, o que torna mais inexplicável a decisão de parar.
Andreas Kisser se transformou em uma usina de iiffs pesadíssimos e um líder de banda do tamanho d um Ritchie Blackmore no Rainbow – tem absoluto controle de tudo – um maestro em sua plenitude oferecendo a melhor música extrema possível e exaltando as origens brasileiras, como na execução maravilhosa de “Kaiowas”, que fez o Hellfest parar diante da forte percussão.
Imagina-se que a última apresentação da banda, em setembro em São Paulo, seja comovente e emocionante, mas também vai evidenciar o que o show do Hellfest escancarou: é uma banda fundamental no heavy metal e sua retirada da cena fica ainda mais inexplicável e saudosa.