Não temos mais o King Crimson? Então vamos criar um novo King Crimson, mais ousado, pesado e experimental, com a excelência do rock progressivo misturada com a improvisação e liberdade do jazz.
Tanta pretensão sempre esteve na mira dos quatro integrantes do UK, o primeiro grande supergrupo do rock progressivo. A experiência dos integrantes era t]ao vasta que chegava a assusta, assim como as músicas perfeitas e intrincadas.
O que ninguém imaginava era que uma grande banda poderia surgir de uma frustração e uma série de aborrecimentos – tendo como origem o primeiro fim do King Crimson, no final de 1974.
“Red” é o último álbum da banda em sua primeira fase, reduzida a um trio: Robert Fripp (guitarra), John Wetton (baixo e vocais) e Bill Bruford (bateria). É um disco excelente, mas totalmente incompreendido – a ponto de Fripp decidir pelo fim da banda.
Bruford tentou começar vários projetos, mas acabou dando uma força aos amigos do Genesis, agora em o vocalista Peter Gabriel e o baterista Phil Collins nos vocais. Wetton tntou ajudar o Uriah Heep no lugar de Gary Thain, mas os dois não gostaram muito das experiências.
Sem seem próximos, Bruford e Wetton se reencontraram em setembro de 1976 e decidiram retomar a parceria após um longo almoço. No dia seguinte, Bruford contatou Robert Fripp e pediu para reformar o King Crimson. Fripp recusou e não sobrou opção a não ser cia a nova banda.
Wetton rapidamente chamou o amigo Eddie Jobson, tecladista e violinista, com rápida passagem pelo próprio King Crimson. Bill Bruford, por ua vez trouxe o virtuoso Allan Holdsworth, guitarrista do Soft Machine.
A animação era tanta que os trabalhos no estúdio começaram muito rápido, mas o álbum soa iria quase dois anos depois. O UK se tornou essencialmente uma banda de palco, com um cartaz enorme na Ásia. Tanto que o segundo álbum, um disco ao vivo, foi gravado no Japão.
Tudo era intenso e urgente, tão urgente que o disco de estreia teve desempenho fulminante. O público adorou, a crítica elogiou e “UK” frequentou muitas listas de melhores do ano de 1978. Só que a intensidade era tanta que fracionou o grupo, que já não tinha mais Holdsworth e Bruford, atraídos por outros interesses, como o jazz.
John Wetton assumiu a liderança e convidou o baterista Terry Bozzio para o UK – músico que tocara cm Frank Zappa e, posteriormente, com Jeff Beck. O segundo álbum, Danger Money”, não tinha a mesma qualidade e acelerou o fim da banda, que teria reuniões esporádica, como uma em 2011, que durou quatro anos e junto a formação original.