A ressurreição da deliciosa fábrica de clichês chamada Thundermother

A banda sueca de hard rock Thundermother tem muito o que comemorar no começo deste ano: conseguiu estabilizar a formação e ficar dois anos sem trocar integrantes. É uma façanha se considerarmos que a líder da banda feminina é a exigente guitarrista Filipa Nassil, que já foi comparada a Ritchie Blackmore (ex-Deep Purple) por uma suposta e eventual dificuldade em relacionamentos.

Basta dizer que a banda The Gems, também da Suécia, teve origem na Thundermother. A vocalista Guernica Mancini, a baterista Emlee Andersson e a baixista Mona Lundgren não suportaram as discussões com Filipa e a deixaram sozinha com o Thundermother em 2022 para formar a nova banda.

Não foi a primeira vez e Filipa logo remontou o seu grupo, que parece estar vivendo a melhor época de sua conturbada trajetória – que guarda alguma semelhança com a banda brasileira Nervosa, que perdeu duas de suas três integrantes em 2020, fato que voltou a ocorrer em 2023.

O renascimento em 2025 com o bom álbum “Dity & Divine” parece coroar um período extremamente criativo que culmina agora com o anúncio do sétimo álbum, “Live’n’Alive”, o primeiro ao vivo. A mistura explosiva de AC/DC com hard rock californiano, Lita Ford e Vixen sempre funcionou bem nos palcos.

“Live’n’Alive” será disponibilizado em formato digital no dia 17 de abril de 2026. O trabalho marca também o primeiro lançamento do grupo em parceria com a Napalm Records. Como prévia, já está disponível o single “Whatever” – Live in Gothenburg, acompanhado de videoclipe oficial.

Whatever – Live in Gothenburg, foi gravado durante a apresentação da banda na cidade de Gotemburgo, em outubro de 2025, na segunda etapa da turnê “Dirty & Divine Tour”. A música foi originalmente lançada no álbum “Thundermother” (2018) e ganhou uma nova versão ao vivo.

Thundermother (Foto: divulgação)

Além dessa faixa, também estão disponíveis nas plataformas de streaming “Loud and Free – Live in Cologne”, do álbum Black and Gold (2022), e “Speaking Of The Devil – Live in Huskvarna”, de Dirty & Divine (2025).

A retomada da banda coincide com novos convites para tocar nos festivais europeus de verão, nos quais a Thundermnother era presença garantida até que as turbulências internas mais recentes, e mais graves, forçaram a banda a um hiato para se reorganizar. Um de seus maiores hits é “Dogs As Hell”, ainda com Guernica Mancini nos vocais.

Formada em 2009 pela guitarrista Filippa Nässil, a Thundermother construiu sua trajetória com base em turnês frequentes e apresentações ao vivo.

Ao longo da carreira, a banda já abriu shows para o Scorpions na América do Norte e na Europa, participou do Kiss Kruise e integrou a programação de festivais como o Wacken Open Air. Em 2025, o grupo lançou seu sexto álbum de estúdio, “Dirty & Divine”.

Se a banda não prima pela originalidade – chegou mesmo a ser comparado à banda seca feminina Crucified barbara, de quem teria copiado o conceito -, a Thundermother alia bastante energia com os mais legais clichês americanos do hard rock americano, como em “Speak of the Devil”, a principal música mis recente álbum.

A profusão de clichês segue com “Take the Power”, que tema velocidade e o gancho pegajoso de canções dos Scorpions, e “Left My License to the Future”, uma deliciosa sátira/reverência ao Motley Crue. Filipa Nassil, líder e principal compositora, sabe das coisas.

Gravado durante a turnê europeia de divulgação de “Dirty & Divine”, “Live’n’Alive” reúne 19 faixas registradas ao longo de shows realizados em 2025. O disco apresenta a atual formação da banda, composta por Filippa Nässil, a vocalista Linnéa Vikström Egg, a baixista Majsan Lindberg, que retornou ao grupo, e a baterista Joan Massing.

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