A “academia do blues” acabara de receber o seu mais ilustre pupilo e o circuito inglês de jazz e blues estava em ebulição: “deus” estava entre eles e ajudaria a dar visibilidade a um cenário tomado pelo rock de Beatles, Rolling Stones, The Kinks e The Animals.
Irritado com o viés comercial adotado no começo de 1065, o jovem Eric Clapton, de 19 anos, sai dos Yardbirds e quase que imediatamente aceita entrar para a maior banda de blues do Reino Unido, John Mayall’s Bluesbreakers, comandada pelo venerável cantor, guitarrista e tecladista John Mayall (1933-2023).
A banda era uma verdadeira academia por conta dos nomes estrelados que lá tocaram em mais de 60 anos de atividades. Fora dos Yardnirds, Clapton foi apadrinhado por Mayall, que o levou a morar na sua própria casa.
O decano o preparou para gravar um dos melhores discos de blues gravados fora dos Estados Unidos, “Bluesbreakers with Eric Clapton”, que seria lançado somente em 22 de julho de 1966, quando o guitarrista s preparava para deixar a “academia” e criar o Cream, trio de blues pesado.
Quando Clapton estreou nos Bluesbreakers, seu nome já era pichado nos muros de Londres com a frase “Clapton Is God” (“Clapton é Deus”); Seus devotos não tinham dúvidas de que ele era o maior guitarrista que já existira e louvavam o seu purismo, fato que o levou a deixar os Yardbirds.
A pressão de ser “deus” e de integrar a academia aborreceu o jovem guitarrista, mas ele tolrou o ambiente quen]ao o agradpu a preddenu demais com Mayall, tanto que se sentiu confiante para montar o Cream no final de 1966.
“Bluesbreakers with Eric Clapton” completa 60 anos como o verdadeiro batismo musical de Clapton, que gravaras pouca coisa com os Yardbirds; [e um disco qu soa vigoroso ainda hoje, com certa urgência em sua simplicidade.
Eric Clapton dá um show de guitarra, justificvando a fama e as expectativas. Fez parecer fácil a execução d canções clássicas e também de temas mais complexos qu mayall incorporara ao repertório. A guitarra é o grande destaque de um álbum irretocável, que até hoje é referência de aula de blues.
“All Your Love”, o maior hit do disco, seria apenas uma canção comum sem a guitarra expansiva e inovadora, soando até hoje com frescor e vivacidade. O mesmo pode ser dito nas instrumentais “Hideway” e “Steppin’ Out”, onde o guitarrista esbanja feeling e talento raros para um garoto de 20 anos.
Em Double Crossing Time” Clapton assina a primeira canção como compositor – e a primeia cmposição editada, em coautoria com Mayall. “Rambling on My Mind, de Robert Johnson, é a sua primeira incursão como vocalista.
O time que gravou o disco é considerado a melhor formação da academia – Mayall, Clapton, John McVie (baixo) e Hugh Flint (bateria). McVie fundaria anos depois o Fleetwood Mac ao lado do baterista Mick Fleetwood do guitarrista Peter Green, outro ex-Bluesbreakers.
Eric Claotin pouco saboreou a repercussão de seu único trabalho com John Mayall. Pouco depois do lançamento já articulava Cream, o primeiro supergrupo da história do rock, ao lado de Jack Bruce (baixo e vocal) e Ginger Baker (bateria), ambos ex-Graham Bond Organisation, trio de rock pesado que durou apenas dois anos, mas que marcou a história do rock e do blues do Reino Unido.