Anos 80: mais acessível e amplo, rock se funde ao pop e ganha o mundo

Yhe Smithd Foto: divulgação/reprodução

Quem gostava de rock clássico e rock mais pesado na primeira metade dos anos 80 não teve vida fácil se queria se manter antenado e curtir algo diferente nas emissoras de rádio ou ler textos sobre suas bandas favoritas.

O mundo estava dominado por um som novo, diferente, até instigante, onde as guitarras não eram predominantes.  Os sintetizadores pareciam que iam dominar o mundo.

O punk tinha “morrido”, mas tinha levado consigo o rock progressivo e o hard rock, em movimento parecido ao que ocorreria dez anos depois com o grunge.

A devastação tinha sido grande, e o que sobrara não era legal, nos obrigando a aturar coisas como New Order, B-52’s, Devo, Blondie e coisas semelhantes. O heavy metal como o conhecemos estava nascendo e o hard rock californiano surgiria anos depois.

No Brasil, pp carioca, alegrinho e inofensivo da Blits empesteava tudo e impregnava cada segundo de nossas vidas, causando horror a quem desejava música menos ordinária e mais próxima da instigante e incompreendida vanguarda paulistana. O que fazer?

Na impossibilidade de blindagem e alternativas mais interessantes nas emissora de r[adio e na imprensa, restava aprender e assimilar.

Havia antídotos, como  Van Halen, Dire Striats, The Police e Bruce Springsteen, mas aquele pop oitentista, dominado por artistas ingleses que gostavam pouco de guitarras, eram a moda e estavam por todos os cantos.

Décadas depois, a história mostra a importância inovadora daqueles artitas, que criaram um ambiente marcante para a cultura pop em odos os sentidos, mas principalmente na sonoridade então moderna e criativa.

Em um exercício de memória afetiva, vamos lembrar de algumas bandas que povoaram corações e mentes fora do rock clássico e do rock pesado, que ainda povoam corações e mentes 40 anos depois. 

– Talking Heads – É uma banda dos anos 70 ou dos 80 do século passado? Nome importante do circuito universitário da Costa Leste americana, surgiu em 1976 liderada por um guitarrista e compositor excêntrico, o escocês David Byrne. Sua guitarra é o símbolo de uma era em que algumas bandas ousaram peitar os punks com uma mistura calibrada de vários gêneros. Entretanto, foi nos anos 90 que a banda estourou mesmo com clássicos como “Psycho Killer”, “And She Was”, “Life During Wartime” e o filme “Stop Making Sense”. Se é que podemos falar em excelência do roclk alternativo, o Talking Heads está topo.

– R.E.M – Outro exemplo de banda americana universitária da Costa Leste fundada nos anos 70, precisou de quatro álbuns para começar a despontar no meio da década seguinte com os discos “ Documnt” e Lifes Rich Pageant”, que contêm músicas como “Radio Free Europe” e “It’s  the Eend of the World”. O estouro mundial veio no final da década com o disco “Out of Time”.

– B-62  s – Mais uma atração com origem universitária na Costa Leste. Abusava dos sintetizadores, mas o groove era irresistível essencialmente pop e com atenção especial para a percussão, algo raro na época. Outro ponto era a combinação perfeita entre os vocais femininos e masculinos, em seu estilo declamado.  Para dançar, as canções eram as preferidas.  

U2 (FOTO: DIVULGAÇÃO)

– Pretenders – Aqui começa a invasão britânica pop, liderada curiosamente por uma ex-jornalista americana. A guitarrista Chissie Hynde e o também guitarrisdta James Honeymoon-Scott fizeram um som pop grudento que misturava a energia puinl com melodias fáceis e acessíveis de um pop baseado na new wave. “Middle of the Road” e “Don’t get me Wrong” são clássicos irresistíveis dos anos 80. Suas origens remontam o fim dadécada nterior.

– Simple Minds – Quinteto subestimado e pp em toda a sua essência. Vai muito além dos dois maiores hits, “Alive and Kickin’” e “Don’t You Forget About Me”. O escocês  Jim Kerr, o vocalista, considerava que a banda era pioneira nhoque se convencionou chamar de new wave, muito embora o som estivesse, em seu auge, bem longe dessa estética. P som de guitarra dos três primeiros álbuns é maravilhoso.

– Echo and yhe Bnnymen – Nome mais importante dessa geração ao lado de The Cure e Duran Duran, tinha na dupla Ian McCVulloch (vocais) e Will Sargent (guitarra) o seu pilar artístico. “Killing Moon”, o seu maior hit, colocou o quarteto no Olimpo do rock e na posição de sr venerado. Com inspiração nos anos 60, agregou muitos elementos dos Beatles e dos Kinks.

– The Smith – Só não é a maior de odas porque durou pouco e porque seus integrantes abusaran do pedantismo e da arrogância, o qie atraiu muita antipatia. Certamente era a banda maisoriginal da época que não tinha aderido ao sunth pop – destoava em ttdo, desde ao som etério da guitarra de Johnny Marr até os vocais esquisitos e letras corrosivas e depressivas do vocalista Morrissey. Foram cinco anos intensos de existência, com dois discos muito bons – “Meat Is Nyrder” e “The Queen Is Dead”. “How Soon Is Now” e The Boy With Thorn in His Sid” são clássicos absolutos absolutos do rock.

– Duran Duran – Rivalizava com o The Cure como a principal banda oitentista da Inglaterra. Ícone da synth pop, priorizava a melodia acessível colocou a guitarra em segundo plano. Provavelmnente, é a que mais hits emplacou na época, como “Rio”, A View to a Kill”, “Hungry Like a Wolf” e muitos outros. Está na ativa até hoje.

– The Cure – Em termos comerciais, é abanda oitentista mais bem-sucedida, com uma quantidade enorme de hits. O guitarrista e vocalista Robert Smith é um, grande compositor e nunca se intimidou com as críticas por ter migrado do alternativo para o mercado mais concorrido da música, uma imensa bobagem. Tem o grande mérito de prozuir canções disfuncionais e excêntrica e,ainda assim, transformá-las em sucesso, como “A Forest”, “Boys Don’t Cry” e “In Between Days”.

– Tears Foe Fears – Se pudéssemos exemplificar o que pop perfeito, escolheríamos a segunda fase do Fleetwood Mac e a trajetória dos Tears For Fears. “Shout” e “Everybody Wabts to Rule the World” são obras-primas, colocando o guitarrista e vocalista Roland Orzábal como um dos melhores compositores de sua geração. Dá para afirmar que ele e o companheiro, Curt Smith, sempre foram incapazes de lançar um álbum ruim.

Duran Duran (Foto: divulgação)

– New Order – Surgido d cinzas do Joy Division após a morte do vocalista Ian Curtis, o New Order zerou tudo e abraçou o synth pop que tal maneira que praticamente definiu a new wave em termos de sonoridade no período pós-punk. “Bizarre Love Triangle” e “Perfect Liss se tornaram hits mundiais que marcaram uma geração, fazendo surgir uma série de péssimos remixes.

The Cult – A mais rock and roll da geração, evoluiu do gótico derivativo para p hard rock puro e simples, como nos álbuns “Electric” e “Sonic Temple”. O guitarrista Billy Duffy consegue usar a mesma base melódica para impulsionar hits como “Lil’ Devil” e “Electric Removal Machine”. E tem ainda “She Sells Sancuary”, mistura de hard com gótico.

– Depeche Mode – Sinônimo de snth pop, atraiu a ira dos puristas pelo excesso de produção e teclados. Artificialmente ou não, o processo de criação era diferenciado, usando equipamentos sofisticados e boa dose de inventividade. É referência na música mundial.

– Culture Clube – Essencialmente pop, a banda liderada pelo cantor Boy George tinha carsoma e um,a boa coleção de canções, como “Everyrhing I Own”, e ganhou visibilidade ao dar voz a um público até então invisível, o povo LGBTQIA+; Tornou-se mais relevante do qu Bronski Beat e Communards, mais restritos ao público gay. Culure Club foi um dos pioneiros do rock engajado em questões de gênero.

– Pet shop Boys – A mais pop e mais fraca das atrações de synth pop da década – e também a mais bem-sucedida e popular. Suas canções eram tão fáceis de assimilar qe agradava até as crianças, que adoravam, cantarolar “West End Girl”. As linhas de sintetizadores eram simples, mas pegajosas, tornando o duo um campeão de vendas.

– Waterboys – Banda de origem escocesa que apostava no folk rock britânico para criar canções inesquecíveis, como “A Fisherma’s Blues” e “The Whole of the Moon”. O som era tão diferente que muita gente tinha dificuldade de classifica-lo. Subestimada, merecia melhor sorte.

– Franke Goes to Hollywood – Mais uma do synth pop, estourou com o hit “Relax”, mas era uma atração secundária, ainda que seus dois primeiros discos tivessem algumas boas canções.

– Fine Young Cannibals – Transitava entre o synth pop e o pop comercial com uma proposta de reverenciar o jazz e o rockabilly. A versão de “Suspicious Mind”, famosa com Elvis Presley, é maravilhosa. Pena que o talentoso cantor Roland Gift nunca se decidiu entre a música e o cinema – era um ator apenas razoável.

– Eurtythmics – Uma das poucas vozes femininas de destaque, mas a canora Anne Lenox valia por muitas. Ap lado do então marido, o mukti-instrumentista Dave Stewart, também produtor, produziu algumas das mais intensas e bacanas gemas pop da época, como o hit atenoral “Sweet Dreams”.

– A-Há – Grupo norueguês pop com cara de boy band, ficou mundialmente conhecido com músicas facinhas de assoviar, como “Stay  On Me” e “Hunting High and Low”. Pop demais e com guitarras dde menos, poderia ser uma banda esquecível, mas fez imenso sucesso.

– Style Council – Ao encerrar em 1982 o visceral trio The Jam, trio punk-rock and roll, o guitarrista, vocalista e compositor Paul Weller mudou radicalmente e enveredou pelo pop banhado de hazz, blues e soul ao lado do tecladista Mick Talbot. O resultado foi maravilhoso, com canções de sofisticadas com muitos sopros e cordas, como “Headstart for Hapiness” e “My ever Changing Moods”. Não durou muito, mas foi uma das melhores coisas que já existiu no pop britânico.

– Matt Binco – No que se convencionou chamar de movimento new bossa”, foi a segunda atraç]ao mais importante, atrás do Style Council. Mais radical do que a banda de Paul Weller, apostou fundo na matriz latino-americana em seu sim, com muita percussão e sopros. Depois o mergulho foi na música africana negra. O resultado foi primoroso.

 – Everything But yhe Girl – Essencialmente um duo ded soft rock, pautou as existência na voz suave e delicada da cantora Tacey Thorn, uma diva oriunda da cena de jazz da área da cidade de Hull, na Inglaterra. Ao lado do produtor e multi-instrumentista bem Watt, gravou álbuns muito cultuados, embora restritos a um público supostamente mais sofisticado.

– Cocteau Twins – Quarteto escocês que trilhou um caminho emelhante ao de Everything But the Girl, só que mais experimental e mais ousado na proposta de unir som mais viajante e jazz. A voz dde Elizabeth Fraser é especial e conferiu um clima mais etéreo e sofisticado aos principais discos do grupo.

– U2 – Pelo tamanho que a banda adquiriu, extrapolando rótulos e bolhas, nem dveria estar aqui, mas sua identificação com o anos 80 e a cena em questão é total, por mais que tenha sido fundado em 1976. Era uma banda punk, mas abraçou o pós-punk e flertou com o hard rock nos três primeiros discos até atingir uma sonoridade própria a partir de 1984 graças à guitarra climática de Dave “The Edge” Evans e ao vocal desesperado e apaixonado de Paul “Bono Vox” Hewson. Na segunda metade dos nos 80, deixou todos os concorrentes para trás e se tornou uma banda imensa.

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